Nas últimas semanas estive em vários eventos: inovação, empreendedorismo, logística, recursos humanos, varejo. Públicos diferentes, contextos diferentes. Mas uma tônica apareceu em todos, sem exceção.
De um lado, o impacto crescente da inteligência artificial em praticamente tudo. Do outro, uma valorização cada vez mais forte das habilidades humanas: criatividade, empatia, julgamento, conexão. Como se o avanço da tecnologia estivesse revelando, por contraste, o que só a gente consegue fazer.
Só que observando mais de perto, percebi que a questão não é uma coisa ou outra. Não basta ser humano num mundo que está sendo reconfigurado pela tecnologia. E não basta dominar a tecnologia sem saber para o que ela serve.
O que começa a aparecer como diferencial real é a convergência entre as duas coisas: saber usar a inteligência artificial para o que importa, com intenção, com critério, com propósito. Tecnologia como extensão do que a gente já é, não como substituto do que a gente pode ser.
Talvez seja nessa convergência que a gente consiga manifestar melhor o que é ser humano. Não apesar da tecnologia, mas através dela. Tenho saído desses eventos com essa convicção cada vez mais forte. Quem vai se destacar não é quem resistir à mudança, nem quem abraçar tudo cegamente.
É quem souber usar o novo para ampliar o que já é genuinamente seu. E isso exige as duas coisas ao mesmo tempo: se conhecer bem e conhecer bem as ferramentas que estão mudando tudo.
LEIA TAMBÉM