A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) manifestou preocupação com a decisão do governo federal de suspender novas contratações com subvenção federal do Plano Safra 2024/2025.

Foto: Susana Leite/GES-Especial/Arquivo
“A medida afeta diretamente a indústria, a agricultura e os setores ligados ao agronegócio. O Plano Safra é muito importante para o desenvolvimento econômico do país. É necessário que a suspensão seja reavaliada já que há setores que dependem dessas linhas de crédito para manutenção da produção e dos investimentos”, afirma o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier.
Segundo a entidade gaúcha, o bloqueio de novas contratações pode afetar diretamente a indústria de insumos, de máquinas agrícolas, a agricultura comercial e a agroindústria, que dependem dessas linhas de crédito com juros mais baixos para manutenção de seus custos operacionais e novos investimentos.
Em documento já enviado aos parlamentares gaúchos, a Fiergs reforçou a importância da votação o quanto antes do Orçamento de 2025, que ainda não foi aprovado pelo Congresso Nacional, o que, conforme a entidade, tem gerado bloqueio de recursos necessários para viabilizar essas operações.
“A Fiergs se coloca à disposição para colaborar com soluções para a retomada do fluxo de crédito e o apoio ao desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul e do Brasil. Nossa missão é garantir que os industriais e produtores rurais tenham acesso a recursos necessários para seguir com seus investimentos e assegurar o crescimento sustentável do setor”, ressalta Bier.
Solução emergencial
A suspensão de novos financiamentos do Plano Safra foi anunciada na última sexta (21) e motivada, de acordo com o governo federal, pelo aumento dos gastos com a equalização de taxas de juros e pelo atraso na aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, que ainda tramita no Congresso Nacional.
Ainda na sexta (21), o ministro da Fazenda Fernando Haddad anunciou a abertura de um crédito extraordinário de R$ 4 bilhões para destravar as linhas de crédito suspensas.
O ministro informou que esta seria “a única solução viável apontada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) diante do atraso na tramitação orçamentária.” Hadadd também adisse que não haverá descontinuidade no Plano Safra. “O presidente Lula disse: não há tempo a perder, vamos tomar uma medida emergencial para não haver descontinuidade das linhas de crédito.”
A medida emergencial deve ser publicada na segunda-feira (24).
O bloqueio de novas contratações do Plano Safra não afeta as operações de crédito do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) Custeio.