Soluções pensadas especialmente nas demandas do setor coureiro-calçadista. Este é o diferencial da Fimec – Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes, que encerra sua 49ª edição na quinta-feira (5). Neste ano, a feira, que teve início na terça (3), tem como tema “Ative um novo olhar”, convidando empresas e profissionais a repensarem processos a partir de materiais inovadores e ferramentas de alta performance. E as empresas da região têm atuação diferenciada neste quesito.

Foto: Lana Maldaner/GES-Especial
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Um exemplo é a Máquinas Kehl, de Novo Hamburgo, que, entre suas inovações, destaca a máquina de corte de visão.
“A diferença da tecnologia brasileira para países como a China é a customização. Ouvimos o cliente e fazemos a solução da forma que ele precisa. Tem também toda a parte do pós-venda, incluindo a assistência técnica. Uma das máquinas que estamos mostrando na feira foi desenvolvida inicialmente para corte de capacho de porta. Hoje é utilizada no setor do calçado para quem precisa fazer corte de áreas menores. Pelo projetor a máquina identifica o local para o corte do couro“, explica o diretor da empresa, Marcelo Lauxen kehl.
Outros atrativos
A Fimec também tem espaço voltado ao conhecido. Ontem (4), foi realizado o Fórum CICB de Sustentabilidade, com o tema “Indústria e Transformação com Inteligência Artificial”.
O encontro ocorreu no auditório oficial da Fenac e discutiu os impactos da IA na gestão, na operação e nos avanços em ESG na cadeia produtiva do couro. A iniciativa é promovida pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), por meio do projeto Brazilian Leather.
Bom momento para a indústria

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A SH Estruturas Metálicas e a Divelog Group, ambas de Novo Hamburgo, também são destaque na Fimec. As empresas apresentam ao mercado soluções em estrutura e logística. Para Junior Cavalca, CEO da Divelog Group e partner da SH, a participação na 49ª edição da feira está alinhada ao novo momento das indústrias brasileiras.
“Sentimos desde o início do ano uma movimentação da indústria em geral no sentido de novos investimentos. Acredito que seja muito por conta de uma demanda reprimida já que passamos por uma pandemia e uma enchente no Estado”, diz Cavalca. Fazem parte do portfólio da SH a estrutura metálica da Orla 1 do Guaíba, na capital, e o Centro de Distribuição da Quero-Quero, em Sapiranga.
Já o Grupo JR Soluções, com unidade em Sapiranga, apresenta as novidades em dublagens para calçados. Uma das inovações é o film respirável FBTC 03, que ganhou o prêmio Lançamentos Fimec na categoria componentes-design pela Jotaclass, braço do grupo. “Trouxemos a tecnologia da parte têxtil para o calçado”, conta o coordenador técnico Jeferson Silva.
Feevale Techpark
Empresas integrantes do ecossistema de inovação do Feevale Techpark participam do estande do Sebrae-RS na Fábrica Conceito, durante o evento. O espaço é um projeto piloto dentro da Fábrica Conceito e reúne startups que expõe tecnologias voltadas à otimização de processos.
A Loftytec Softwares apresentará a plataforma Grimpei, que visa facilitar a busca por vagas de trabalho. Em forma de rede social, tem o objetivo de aproximar o contato entre candidatos e empregadores. Também mostrará demais produtos de Gestão de Produção, Gestão de Manutenção e Gestão de Projetos focados em indústria calçadista. Já a Evlu apresentará soluções para conversão de materiais com manufatura aditiva (tecnologia 3D) para reduzir paradas no processo produtivo.
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IA para humanizar processos

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A Easypro, que também faz parte do ecossistema de inovação da Feevale, apresenta dentro da Fábrica o sistema que usa IA para humanizar processos industriais.
“O algoritmo faz o cálculo automaticamente de todos postos de qualquer manufatura industrial e traz a parte de ergonomia para que o colaborador não sofra com trabalhos repetitivos. O sistema traz os padrões que permitem o balanceamento de linha e eficiência e o monitoramento de toda planta industrial. A IA torna o processo mais humano”, comenta o analista de negócios, Pedro Raupp.