O governo dos Estados Unidos oficializou, na noite desta quarta-feira (15), a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi confirmada em comunicado da Casa Branca, após o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, afirmar mais cedo que a sobretaxa seria mantida.
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Foto: Agência Brasil
Entre as exceções já anunciadas estão a carne bovina e o café, dois dos principais produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos, que não serão atingidos pela nova cobrança. O governo norte-americano, no entanto, ainda não divulgou a relação completa das mercadorias que estarão sujeitas à tarifa.
Nos últimos dias, representantes do governo brasileiro e de entidades empresariais tentaram reverter a decisão. Na semana passada, audiências públicas reuniram organizações como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Abicalçados, que alertaram para os impactos econômicos da medida. Na terça-feira (14), uma reunião virtual entre integrantes do governo brasileiro e o chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, foi a última tentativa de negociação, mas terminou sem acordo.
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Segundo relatos divulgados pela imprensa norte-americana, Greer afirmou que faltou empenho do Brasil nas negociações. O governo brasileiro, por sua vez, sustentou que os Estados Unidos não apresentaram fundamentos técnicos que justificassem a adoção da tarifa.
Até o momento, a Casa Branca confirmou apenas a alíquota de 25% e as exceções para alguns produtos, como carne e café. A lista completa dos itens que serão atingidos pela medida ainda não foi divulgada pelo governo americano.
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