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ECONOMIA

Lula, sobre isenção do IR até R$ 5 mil: "É bom, mas é pouco"

Fala ocorreu naa inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM)

Publicado em: 18/05/2026 às 14h:51 Última atualização: 18/05/2026 às 14h:52
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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o então ministro da Fazenda Fernando Haddad, hoje pré-candidato ao governo de São Paulo, começou a fazer justiça tributária, com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil: “É bom, mas é pouco. Era importante que fosse mais, pois as pessoas mais ricas pagam menos imposto”, disse.

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Luiz Inácio Lula da Silva | abc+



Luiz Inácio Lula da Silva

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Ele mencionou que os gastos com saúde de pessoas mais ricas geram dedução do Imposto de Renda: “O pobre termina pagando o plano de saúde do rico. Como se conserta isso? Fazendo justiça tributária.”

Inauguração de 4 novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius

O presidente participou na manhã desta segunda-feira da inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP).

As novas linhas têm o intuito de ampliar a capacidade brasileira de pesquisa em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais. Ele afirmou que investimentos como esse não são caros, visto o retorno que podem trazer. “Temos que começar a nos perguntar quanto custa não investir”, disse.

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As quatro novas linhas somam R$ 230 milhões em investimentos. Três delas, de nome Sapucaia, Quati e Sapê receberam R$ 200 milhões e fazem parte da fase 1 do projeto. A quarta linha, chamada Tatu, recebeu R$ 30 milhões e é a primeira da fase 2 a ser inaugurada. Ao todo, a fase 1 dos investimentos no Sirius somou R$ 2,26 bilhões em investimentos. Já a fase 2, iniciada com a linha Tatu, deve somar R$ 800 milhões.

Considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o Sirius integra o grupo restrito de países com fonte de luz síncrotron de quarta geração. O equipamento funciona como um “supermicroscópio” capaz de analisar estruturas em escala atômica e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento. Entre 85% e 90% de seus componentes foram produzidos ou desenvolvidos no Brasil.

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