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ECONOMIA

"Má gestão fiscal": Veja análise de entidades gaúchas sobre nova alta da Selic

Taxa de 15% é a maior registrada desde 2006; Fiergs e Fecomércio-RS se manifestam sobre cenário atual

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 19/06/2025 às 10h:39 Última atualização: 19/06/2025 às 10h:40
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O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou na última quarta-feira (18) o novo aumento da taxa Selic. A taxa básica de juros foi fixada em 15%, sendo o maior patamar desde 2006. A indústria gaúcha demonstra preocupação com o cenário econômico atual.

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Segundo o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o aumento da taxa Selic em 0,25 ponto percentual piora um panorama que já conta com altos custos, margens comprimidas e severas dificuldades de acesso ao crédito.

Bier lembra que na pesquisa Sondagem Industrial divulgada pela entidade, as taxas de juros foram apontadas como o principal obstáculo ao desempenho do setor no primeiro trimestre de 2025. O dirigente da Fiergs reforça que a verdadeira causa estrutural dos juros elevados é “a falta de compromisso do governo com a redução efetiva das despesas públicas”.

“O governo federal precisa assumir imediatamente suas responsabilidades, deixando de transferir os custos de sua má gestão fiscal”, diz. De acordo com a avaliação do presidente do Sistema Fiergs, o setor produtivo “não suporta mais o aumento sucessivo das taxas de juros combinado com a elevação contínua da carga tributária como tentativa de corrigir a situação fiscal apenas pelo lado da receita.”

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O presidente da Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), Luis Carlos Bohn, também comenta o aumento da Selic. Para ele, a medida busca refletir o esforço do Banco Central em reforçar sua credibilidade no compromisso com a meta da inflação, mas “o aperto monetário que estamos vivenciando é histórico e penaliza muito a população e as empresas brasileiras”.

“Já tarda o tempo de reduzir os juros, mas sabemos que é necessário criar condições fiscais para que isso aconteça. Para tanto, é fundamental que o ajuste das contas públicas se dê por meio da redução e racionalização dos gastos, e não pelo caminho do aumento de receitas, como tem sido a prática habitual do governo atual”, completaBohn.

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