Mais de uma década depois do fechamento da Pluna, o Uruguai voltará a ter uma companhia aérea nacional no primeiro semestre de 2026. O plano de rotas já foi aprovado pelas autoridades uruguaias e inclui um voo direto entre a capital, Montevidéu, e Porto Alegre.

Foto: Divulgação
A Azul fazia a rota direta entre Porto Alegre e Montevidéu até o fechamento do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em maio de 2024. A rota não foi retomada. No verão havia voo direto também para Punta del Este. Atualmente, para ir de avião para o Uruguai é preciso fazer conexão em cidades como São Paulo ou Buenos Aires.
Nova companhia uruguaia já tem nome
A nova companhia será batizada de Sociedade Uruguaya de Aviación (SUA). Vai oferecer serviços programados e não programados de transporte de passageiros, carga, correio e operações mistas, conectando destinos da América do Sul.
Entre as rotas aprovadas, destacam-se até nove frequências diárias entre Montevidéu e Buenos Aires (Aeroparque); quatro voos diários para São Paulo; e conexões com Chile, Paraguai e diversas cidades na Argentina e no Brasil.
O plano inclui três frequências diárias para cidades como Córdoba, Mendoza, Rosário, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Porto Alegre, Recife, Salvador, Santiago do Chile e Assunção. Além disso, um serviço entre Punta del Este e Aeroparque será incorporado, abrangendo uma rota chave, especialmente durante a alta temporada.
Parceria com AirBaltic
Com a aprovação do plano de rotas, agora a SUA deve apresentar informações detalhadas sobre frota, plano de manutenção, equipes e planejamento técnico. Trata-se de um passo fundamental para a obtenção da licença final de operação.
A SUA já firmou um acordo de cooperação com a companhia aérea AirBaltic, da Letônia. Essa colaboração permitirá à nova empresa uruguaia operar aeronaves Airbus A220-300, conhecidas por sua eficiência de combustível e operação otimizada em rotas de médio alcance.
A nova empresa se beneficiará do acordo de céus abertos que o Uruguai mantém com países como Argentina, Chile e Paraguai, permitindo estabelecer rotas e frequências sem grandes obstáculos bilaterais.
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