Após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegais as tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump, a Abicalçados descreve o sentimento de “otimismo cauteloso” para o setor calçadista brasileiro.

Foto: Igor Müller/GES-Especial
A nova medida, que entrou em vigor nesta quarta-feira (24) e é válida por 150 dias, impõe a tarifa global temporária de 10% sobre as importações dos EUA.
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O modelo da tarifa global anunciada deixa o calçado brasileiro mais competitivo nos Estados Unidos em relação ao tarifaço anterior, que aplicava uma sobretaxa de 50%, ressalta o presidente-executivo da entidade, Haroldo Ferreira.
Haroldo avalia que a alíquota global “elimina a vantagem tarifária que outros países produtores, em especial asiáticos, possuíam sobre o produto brasileiro no mercado estadunidense”.
Principal destino
Segundo a entidade, a política tarifária norte-americana afetou de forma relevante o desempenho do setor calçadista em 2025.
Até a entrada em vigor da alíquota adicional, em julho de 2025, as exportações brasileiras de calçados para os Estados Unidos acumulavam crescimento de 15,3%, em pares, comparativamente ao mesmo período do ano anterior.
Com a vigência da sobretaxa, esse avanço foi revertido: entre agosto e dezembro de 2025, os embarques destinados ao mercado norte-americano registraram queda de 23,4% em volume, configurando um cenário desafiador para o setor.
Aprofundando a tendência registrada no último ano, no mês de janeiro de 2026 as exportações brasileiras de calçados ao destino sofreram retração de 45,7% e 26,8%, respectivamente, em dólares e pares, comparativamente ao mesmo mês do ano anterior.