A Petrobras (PETR4) apresenta dividend yield estimado de 11% para 2025, o maior entre as três principais empresas do mercado brasileiro. A projeção foi divulgada nesta quarta-feira (9) em relatórios de análise do setor financeiro. Vale (VALE3) e Itaú Unibanco (ITUB4) completam o ranking com estimativas de 8,66% e 7,6%, respectivamente.

Foto: Arquivo/GES
As três companhias somam aproximadamente R$ 1 trilhão em valor de mercado na bolsa brasileira e representam setores estratégicos da economia: petróleo, mineração e sistema financeiro.
O dividend yield indica a proporção entre o valor pago em dividendos e o preço atual das ações. Um investimento inicial de R$ 10 mil em ações da Petrobras poderia resultar em R$ 11.100 até dezembro, considerando apenas os dividendos projetados. O mesmo valor aplicado em papéis da Vale geraria R$ 10.860, enquanto no Itaú Unibanco chegaria a R$ 10.760.
A equipe de research do BTG Pactual afirma que “a Petrobras pode não ser mais o destaque óbvio de antes, mas continua atrativa. A combinação de ativos de base sólidos, competitividade em custos de extração e um dividend yield razoável ainda oferece valor dentro do setor na América Latina. Estimamos um dividend yield de 11% para 2025 e 13% para 2026”.
A Vale enfrentou dificuldades no primeiro semestre devido à desvalorização do minério de ferro. Mesmo assim, analistas da Toro Investimentos consideram a empresa uma oportunidade de investimento, conforme relatório publicado em julho.
A XP Investimentos destacou o Itaú Unibanco como um “nome de qualidade do setor” que “entregou resultados sólidos no 1T25, com forte crescimento de carteira, inadimplência controlada e manutenção de níveis elevados de ROE”, e que “segue como nossa top-pick no setor”.
A Petrobras, frequentemente mencionada entre as maiores “vacas leiteiras” do mundo em termos de remuneração aos acionistas, mantém sua posição de liderança apesar das recentes oscilações no preço do petróleo durante o chamado “Dia da Libertação” de Donald Trump.
Recomendação a investidores
Especialistas do mercado financeiro recomendam que investidores não se baseiem exclusivamente no dividend yield estimado para tomar decisões. A métrica pode refletir eventos pontuais como venda de ativos ou ganhos judiciais, que não representam necessariamente a capacidade contínua da empresa de remunerar seus acionistas.
As projeções dependem da manutenção das políticas de distribuição de lucros adotadas por cada empresa. Os percentuais consideram que as companhias manterão suas estratégias atuais de remuneração, sem alterações significativas em seus resultados ou no cenário econômico.
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