A rede social Orkut foi uma febre no começo dos anos 2000. Conhecida por suas comunidades, como “Odeio acordar cedo”, “Amo minha mãe” e “Odeio calça saruel”, depoimentos e demais publicações, ela foi extinta em 2014. De lá para cá, muitos fãs da rede pedem por sua volta.
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Foto: Paulo Pires/GES
O criador da rede social, Orkut Büyükkökten, participa da 4ª edição do South Summit Brazil, no Cais Mauá, em Porto Alegre. O evento de inovação e empreendedorismo segue com programação nesta sexta-feira (11), até às 18 horas. Büyükkökten foi painelista no primeiro dia do evento (9), onde falou sobre a ascensão e o que considera a queda das redes sociais.
Entre um compromisso e outro da programação, ele atendeu a reportagem do ABCmais, no camarim do evento. O criador do Orkut ressalta que fundou a rede para que fossem criadas conexões além das telas, o que não acontece hoje. Ele confirmou que tem trabalhado na criação de uma nova rede social, mas diz que ainda não pode dar detalhes.
O Grupo Sinos é media partner do South Summit Brazil 2025 e participa da cobertura pelo Abcmais, jornais do Grupo Sinos e rádio ABC 103.3 FM.
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Foto: Paulo Pires/GES
Como avalia as redes sociais utilizadas atualmente?
Se tornou uma epidemia e nunca estivemos tão sozinhos como hoje. As mídias sociais são construídas atualmente em cima de algoritmos e não para que a gente se conecte, apenas para que a gente consuma. A tecnologia acaba levando as pessoas a mais solidão, deixa mais vulneráveis e não prioriza estar com outras pessoas. Os adolescentes passam, em sua maioria, pelo menos de 2 a 7 horas conectados, isso vem se tornando um problema de saúde mental, muitos desenvolvem ansiedade.
E como então amenizar e/ou resolver este problema?
Primeiro é construir espaços em que possamos nos conectar. Somos grupos e não apenas indivíduos. Em segundo lugar, usar menos ou parar de usar as mídias que acabam sendo tóxicas. Focar em relações presenciais com amigos e famílias. Nós temos o poder de deixar as redes sociais de lado.
E o Orkut consegue deixar de lado?
Consigo. Se estou com amigos, com a família, eu deixo o telefone de lado. Esta é a minha regra.
Não é a sua primeira vez em Porto Alegre. O que mais gosta na capital dos gaúchos?
É uma das minhas cidades favoritas no mundo. É uma cidade bonita, que tem uma veia cultural e é muito criativa. Eu acho o povo gaúcho muito criativo.
E o South Summit Brazil, o que está achando do evento?
É a minha primeira vez no Summit e estou adorando. Um evento que junta pessoas, comunidades criativas, é uma mistura muito importante.
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