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ECONOMIA

TARIFA DE TRUMP: 85% dos produtos da indústria gaúcha vendidos aos EUA serão taxados, afirma entidade

Rio Grande do Sul deve ser um dos estados mais afetados

Publicado em: 31/07/2025 às 16h:50 Última atualização: 31/07/2025 às 16h:52
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Um estudo preliminar realizado pelo Sistema FIERGS indica que 85% dos produtos da indústria gaúcha vendidos aos Estados Unidos serão taxados em 50% a partir de 6 de agosto.

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Empregos na indústria calçadista crescem 14% em 2022 e RS é o estado que mais contrata no setor | abc+



Empregos na indústria calçadista crescem 14% em 2022 e RS é o estado que mais contrata no setor

Foto: Divulgação/Abicalçados

No Brasil, 44,6% dos itens não sofrerão a aplicação da taxa máxima, enquanto no Rio Grande do Sul esse percentual é de 14,9%.

Com isso, a estimativa inicial é de que o Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho possa ter uma redução de R$ 1,5 bilhão no próximo ano – a projeção inicial era de R$ 1,9 bilhão.

“Essa medida do governo americano deixa a indústria gaúcha entre as mais prejudicadas do País”, resume o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier.

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Comitê de crise discute o tema

Segundo a FIERGS, a entidade vai intensificar sua atuação frente a esse impacto. Foi constituído um comitê de crise liderado por Bier e formado por diretores, coordenadores de conselhos temáticos ligados ao tema e representantes de sindicatos industriais afetados pelas medidas. Nesta sexta-feira (1º) pela manhã, haverá uma reunião desse colegiado.

“Precisamos encontrar soluções no Brasil. Sigo na posição de que não devemos partir para retaliações. Um dos impactos seria, por exemplo, na importação de óleo diesel, que elevaria o preço do combustível no país e teria reflexo na inflação”, afirma Bier.

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Postos de trabalhos estão ameaçados

O estudo preliminar realizado pela FIERGS aponta que mais de 140 mil trabalhadores atuam em setores expostos às medidas anunciadas pelo governo do EUA. A estimativa é de que 20 mil postos de trabalho estejam diretamente ameaçados no estado.

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No documento divulgado pelos norte-americanos, alguns artigos do segmento de celulose e papel não terão mudança na tarifa aplicada, mas demais setores estratégicos para o RS foram taxados.

Madeira e derivados estão sob uma investigação própria da chamada seção 232, permanecem também sem alteração até conclusão do processo, mas correm o risco de sofrer elevação de tarifas mais adiante.

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Para ganhar fôlego

Bier reforça que a indústria gaúcha precisa de medidas compensatórias urgentes, nos aspectos tributários, de crédito, trabalhistas e prazo maior para adequação.

Na quarta-feira (30), após o anúncio da decisão norte-americana, a FIERGS divulgou um posicionamento no qual expressa que “há espaço para novas ações por parte do governo do estado e muito mais espaço ainda para medidas de natureza tributária, trabalhista e de crédito, entre outras, de parte do governo federal”.

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Confira os tipos de petróleo e derivados que foram excluídos da lista

“É importante que esses setores tenham fôlego para buscar novos mercados. Sabemos que um mercado não se faz de uma hora para outra, mas precisaremos de medidas semelhantes ao que houve na época da enchente”, detalha Bier.

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Um dos pleitos em negociação com o governo estadual é a liberação de créditos de ICMS para que as empresas possam usar os recursos emergencialmente.

 

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