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EUA X BRASIL

TARIFAÇO: Exportação gaúcha para os EUA registra queda de 51% em setembro; veja situação da Taurus

Apesar da tarifa Trump, houve aumento de 4,6% no mês de setembro ao considerar todos os destinos dos embarques

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 09/10/2025 às 17h:18 Última atualização: 10/10/2025 às 14h:47
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A medida norte-americana que cobra taxa de 50% sobre as importações brasileiras traz duras consequências para o mercado gaúcho. Balanço divulgado pelo Sistema Fiergs, nesta quinta (9), mostra que os embarques da indústria da transformação do RS para os Estados Unidos caíram 51,1% em setembro. O dado representa US$ 86,8 milhões a menos em setembro, totalizando US$ 83,2 milhões em receita. No acumulado do ano, as vendas do setor para os EUA acumulam queda de 1,7%.

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Tarifaço tem alterado a ordem econômica global | abc+

Tarifaço tem alterado a ordem econômica global

Foto: Divulgação

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O levantamento aponta que a forte queda dos embarques para os EUA foi puxada principalmente pela redução no volume exportado, que recuou 53,8%. Os preços de venda caíram 3,7%. O movimento foi generalizado: 128 dos 168 ramos que tradicionalmente exportam para o país registraram queda na receita com exportações, o equivalente a 76% do total.

Mesmo com a queda para o país liderado por Donald Trump, considerando todos os destinos, as exportações da indústria de transformação cresceram 4,6% no mês, alcançando US$ 1,6 bilhão. A Fiergs explica que este resultado foi influenciado pelo acréscimo de dois dias úteis no calendário.

A conversa entre o presidente Lula e Trump, que ocorreu por videoconferência na segunda (6), pode ser o início para a solução do impasse comercial. “Desde o início desse impasse, sempre defendemos na FIERGS que o caminho é o diálogo. Os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos precisam sentar-se e conversar. Só assim será possível encontrar uma solução que preserve empregos, garanta competitividade e mantenha viva uma parceria comercial que sempre foi estratégica para os dois países”, afirma o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier.

Áreas

O processamento industrial do tabaco foi o ramo com maior impacto negativo (-25,3 pontos percentuais) no resultado dos embarques para os EUA, com recuo de -94,1% (US$ 43,1 milhões). O segmento de armas e munições representou queda de mais de 64%, assim como o alumínio, já o segmento de móveis perdeu mais de 59% em receita.

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No calçado, conforme dados divulgados pela Abicalçados, o setor registrou queda de 23,5% em volume e 10,4% em receita nos envios para os Estados Unidos, em comparação com setembro de 2024. Já, no recorte do RS, que segue como principal exportador do setor no Brasil, há registro de incrementos de 13% em volume e de 5,1%, em receita em setembro de 2025. O Estado embarcou, em setembro, 3,28 milhões de pares por US$ 44,6 milhões. Os EUA foram o segundo destino principal, o primeiro foi a Argentina. No acumulado do ano, a Argentina segue atrás dos Estados Unidos.

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E a Taurus?

Após a validação da cobrança, o CEO global da Taurus, Salesio Nuhs, confirmou que a linha de montagem das pistolas, produzidas na sede de São Leopoldo, iria para a fábrica que fica na Georgia, nos Estados Unidos, como consequência do tarifaço.

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Nuhs, em nota enviada pela assessoria ao Grupo Sinos, informou, nesta quinta-feira (9), que “não há nenhuma nova ação da empresa com relação a isso.” O CEO global também espera que o assunto possa ter um desfecho melhor e mais célere a partir da conversa inicial entre Lula e Donald Trump.

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