Duas empresas da região participaram da NRF Retail’s Big Show 2026, que é considerada a maior feira mundial do varejo e que ocorreu nos dias 11,12 e 13 de janeiro em Nova York (EUA). A missão liderada pelo Sebrae, com participação da Fecomércio-RS, Federação Varejista do RS, CDl e Sindilojas POA, contou com imersão completa contemplando visitas ao evento e também grandes empresas como o Google e a Target. A Ralú, representou a cidade de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, e a Móveis Hortêncio participou pelo município de São José do Hortêncio, no Vale do Caí.

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“Essa experiência internacional reforçou em mim a certeza de que empresas regionais também podem, e devem, pensar grande. O conhecimento que trazemos de fora precisa ser adaptado à nossa realidade local, mas ele eleva o nível do negócio, da gestão e do serviço entregue. No fim, isso se reflete diretamente no crescimento da empresa e na satisfação de quem confia no nosso trabalho”, conta a diretora administrativa da Móveis Hortêncio, Eduarda Steffens.
“As visitas técnicas a grandes lojas do varejo em Nova York, como Target, Lululemon, M&M’s e outras, mostraram na prática como marcas estão combinando inovação com experiência. Vimos vendedores sendo preparados para orientar, educar e se conectar com o cliente, produtos sendo personalizados para criar vínculo emocional e espaços de loja pensados para gerar relacionamento e não apenas venda”, ressalta Diana Haas, consultora de marketing da Ralú.
Aplicações nos negócios
O uso da inteligência artificial (IA) na tomada de decisões, gestão e operação dos negócios se fez presente nas discussões do evento internacional. “Entende-se que cada consumidor é único. Com a inteligência artificial temos condição de entender seus padrões em redes sociais e na comunidade. Ver suas complexidades e necessidades. Já temos empresas aplicando o que viram e tendo bons resultados”, diz Augusto Martinenco, gerente de competitividade setorial do Sebrae RS.
Martinenco conta que na NRF, a IA chamou a atenção também como uma tendência forte nos processos financeiros. “Ao invés do cliente buscar no site informações sobre produto, cada vez mais será usado a conversação, por meio da IA, para entender este cliente, seu contexto e necessidade, para então fazer a oferta adequada.”

Foto: Arquivo pessoal
A Ralú pretende incorporar a IA, especialmente para organização de processos, análise de informações e apoio na criação de conteúdo. A presença física também será reforçada. Segundo Diana, o plano de negócios, após a feira, prevê o uso mais estratégico da loja, que hoje conta com espaço para receber marcas parceiras. “A proposta é criar pontos de venda internos que complementem o mix”, comenta Diana.
A loja de Novo Hamburgo também vai investir, de forma mais consistente, na formação das revendedoras. “A ideia é oferecer orientação contínua, com conteúdos aplicáveis à rotina de vendas, comunicação e uso de ferramentas digitais, entendendo que revendedoras bem preparadas vendem melhor e representam melhor a marca no dia a dia”, explica a consultora de marketing.
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Foto: Arquivo pessoal
No negócio do Vale do Caí as inspirações também terão efeito prático. Eduarda conta que a equipe avalia ajustes no layout da loja, melhorias em aplicativos e sistemas para agilizar entregas, atendimento e processos internos.
“Durante a programação, também realizamos diversas visitas técnicas a operações que hoje são referência e estão tendo grande sucesso em Nova York. Isso trouxe um aprendizado muito prático. Ao retornar, realizamos uma reunião na empresa para compartilhar com o time ideias e pontos de melhoria que podem ser implementados no curto e médio prazo. Essa experiência reforçou em mim a certeza de que empresas regionais também podem, e devem, pensar grande”, avalia a diretora do grupo empresarial.
Eduarda também avalia a relação da tecnologia com a presença física no varejo. “Um ponto ficou muito claro para mim: para nós, comerciantes, a loja física continuará sendo um espaço de troca de experiências.
Venda é vínculo. É relacionamento. É construção de comunidade. A tecnologia entra como apoio, como ferramenta para fortalecer essas conexões e não para substituí-las”, afirma.