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SAÚDE NO TRABALHO

Três cidades da região estão no ranking de processos por esgotamento profissional

Confira dados sobre ações judiciais por burnout apresentados em pesquisa feita pela Predictus

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 18/09/2025 às 15h:47 Última atualização: 18/09/2025 às 16h:01
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De 2015 a 2025, o Rio Grande do Sul registrou ao todo 341 processos judiciais relacionados à síndrome de burnout. O Estado ocupa a 7ª posição no ranking nacional, representando 2,52%% do total brasileiro que é de 13.515 casos. Os dados são do estudo inédito da Predictus, empresa de tecnologia da informação, que conta com a maior base de processos judiciais do País.

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Síndrome de Burnout | abc+



Síndrome de Burnout

Foto: Divulgação

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O número de processos motivados por esgotamento profissional no Rio Grande do Sul cresceu 241,7%, acompanhando a tendência nacional, embora com intensidade menor que a média brasileira (+311%). No ranking de cidades com maior número de processos por adoecimento no trabalho estão três da região.

A análise feita em 68 municípios com casos registrados mostra Porto Alegre no topo, com 147 casos. Depois vem Caxias com 22 e Novo Hamburgo com 18. Canoas aparece em 4ª lugar com 12 e São Leopoldo está na 7ª posição totalizando 7 processos por burnout.

Levando em consideração a Região Metropolitana, que neste caso considerou o Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Esteio, Gravataí e Campo Bom, são 184 processos (54,0% do total estadual).

Para o fundador da Predictus Hendrik Eichler, “a concentração de 43,1% dos casos em Porto Alegre, somada aos 54,0% na região metropolitana, estabelece padrão de centralização que supera a maioria dos estados brasileiros. Esta característica sugere tanto concentração econômica quanto possível maior sensibilidade do sistema judiciário metropolitano às questões de burnout.”

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O estudo ainda revelou que o pico de casos ocorreu em 2023 com o registro de 76 processos, representando um crescimento de 533% em relação a 2015 (12 processos). Ele coincide com período de maior pressão sobre o sistema de saúde gaúcho, setor predominante nos casos estaduais.

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Setor com mais processos

Conforme levantamento da Predictus, o setor que mais registrou processos envolvendo burnout foi o de saúde. As atividades de atendimento hospitalar lideram com 69 processos (20,2% do total estadual), configurando uma concentração significativa e superior à média nacional para este segmento.

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Na sequência, vem o setor de educação superior com 21 processos (6,2%), seguido pela administração pública com 19 processos (5,6%). Esta composição contrasta com o padrão nacional, onde o setor financeiro tradicionalmente ocupa posições de destaque.

“Esta concentração reflete características específicas do sistema de saúde gaúcho, incluindo a presença de grandes complexos hospitalares em Porto Alegre e Região Metropolitana, bem como a tradição do estado em serviços de saúde de alta complexidade, além das pressões específicas enfrentadas pelos profissionais de saúde durante a pandemia de Covid-19“, avalia Eichler.

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O que é burnout

De acordo com o Ministério da Saúde a síndrome de burnout ou síndrome do esgotamento profissional é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante. A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho.

Esta síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, dentre outros.

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