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MERCADO IMOBILIÁRIO

Veja qual o metro quadrado mais barato do RS e valores residenciais de 3 cidades da região

Índice FipeZap avalia cidades brasileiras que se destacam economicamente; saiba mais

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 04/02/2026 às 10h:57 Última atualização: 04/02/2026 às 11h:14
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O mercado imobiliário ficou aquecido em 2025. De acordo com o índice FipeZap, desenvolvido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o Grupo OLX Brasi, o preço médio da comercialização de imóveis residenciais no Brasil subiu 6,52% em 2025. 

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Vista de Novo Hamburgo em janeiro de 2026 | abc+



Vista de Novo Hamburgo em janeiro de 2026

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial

“Foi uma alta significativa, ficando acima da inflação. O que explica é a renda e o mercado de trabalho aquecidos o que leva a uma demanda maior por moradia maior e, assim, pressiona  os preços. Há ainda uma recuperação também pelo período da pandemia”, explica Alison Oliveira, coordenador do Índice FipeZap.

Entre as capitais, Porto Alegre é a 14ª do ranking das 24 analisadas, com alta de 5,39% no ano passado. O preço médio na capital dos gaúchos foi de R$ 7.505 por m² em dezembro de 2025, segundo o Índice FipeZap. O valor ficou abaixo da média das cidades monitoradas, de R$ 9.611 por m². Na variação mensal, Porto Alegre teve queda de 0,20% em dezembro. No acumulado de 2025, a cidade registrou alta de 5,39%.

Cidades da região também fazem parte do levantamento. Canoas fechou o ano com preço médio de R$ 5.825/m². Novo Hamburgo encerrou 2025 com R$ 5.346/m² e São Leopoldo com R$ 5.020/m². O menor preço registrado no Estado é o de Pelotas que registrou valor médio de R$ 4.353 por m² em dezembro de 2025.

O município de Santa Maria, que havia registrado queda em 2024, fechou o ano de 2025 com alta de 12,56% e preço médio de R$ 5.416/m².

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“Canoas é uma cidade intermediária, quase empatou com IPCA. Pelotas e São Leopoldo tiveram 12 meses abaixo do nível do preço da economia, o que significa que a busca de imóveis cresceu menos que a oferta. Está tudo ligado a fatores da economia local. O que afeta o valor do metro quadrado? O nível de emprego, novos estabelecimentos ou fechamento de negócios e, claro, o nível construtivo. Se tem atividade construtiva forte isso contribui para a valorização residencial”, explica Oliveira.

E qual a cidade com m² mais caro?

Segundo o FipeZap, a cidade com metro quadrado mais caro do Brasil é Balneário Camboriú (SC). Em dezembro de 2025, o preço médio chegou a R$ 14.906, após alta acumulada no ano de 7,23%. Itapema aparece logo em seguida com m² de R$ 14.843 em dezembro de 2025, uma alta de quase 10% no ano.

“Quando se olha as cidades temos a questão muito da oferta de terrenos. Onde há limitação física, que é o caso de cidades litorâneas, há um aumento nos preços médios. Em cidade em que não há muitas restrições há o efeito de se ter o preço médio relativamente mais baixo”, diz Alisson Oliveira.

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Como deve ser o ano de 2026?

Sobre as expectativas para 2026 o coordenador do FipeZap avalia que a taxa de juros deve impactar o mercado.

“É preciso levar em consideração algumas variáveis macroeconômicas que podem impactar o mercado, principalmente a taxa de juros que segue alta. Mesmo com o mercado aquecido ainda é caro para financiar imóvel. A taxa de financiamento imobiliário está na casa dos 12% ao ano. Há expectativa de que o Banco Central inicie o ciclo de queda da Selic o que deve se refletir nos juros do financiamento imobiliário e contribuir para o aumento da demanda.”

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