A jovem atleta e estudante do Colégio Sinodal São Leopoldo, Gabriela Helena Petry Rahmeier, de 15 anos, foi destaque no Campeonato Brasileiro Interclubes de Atletismo Sub-18, realizado entre os dias 6 e 8 de junho, em Cuiabá (MT).
Representando o Rio Grande do Sul, Gabriela competiu nas provas de 100 metros rasos e 100 metros com barreiras. Nesta última – onde ela foi campeã gaúcha com o tempo de 15”21 (15 segundos e 21 centésimos) –, a jovem conquistou a medalha de bronze, com um tempo de 14”68, subindo ao pódio como a terceira melhor atleta do Brasil na categoria.
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Terceira medalha em competições nacionais
Essa foi a sexta competição nacional e terceira medalha brasileira conquistada por Gabriela. “A primeira foi em 2022, nos Jogos Brasileiros Escolares (JEBs), no Rio de Janeiro, que fiquei em 1º lugar no revezamento 5×80 metros, sem barreiras; a segunda foi no JEBs de 2023, em Brasília, que eu ganhei 2° lugar nos 80 metros com barreiras e classifiquei pro Sul-Americano; e a terceira foi a de agora”, listou a jovem.
“Em todas essas competições eu tive experiências e amizades maravilhosas, que me marcaram muito. Além disso, também já participei de um Sul-Americano em 2023 e saí com uma medalha de ouro no revezamento”, acrescentou.
Preparação “puxada” após lesão
Gabriela é aluna do 1° ano do Ensino Médio do Colégio Sinodal e treina três vezes por semana na instituição. Ela conta que começou a praticar Atletismo há quatro anos, motivada pelo irmão mais velho, Guilherme, de 18 anos, que também treinava. “Eu via ele como um exemplo, então eu comecei a fazer também”, comentou.
A preparação para o campeonato porém, precisou ser “bem puxada”, visto que a aluna voltava de uma lesão sofrida ainda ano passado e que a parou por quase 7 meses. “Tive um edema ósseo no tornozelo. Não precisei de cirurgia, mas fiz fisioterapia. Só consegui voltar a treinar forte em abril e, mesmo depois de todo esse tempo, ainda tinha vezes que meu tornozelo doía bastante. Mesmo assim, segui treinando e me sentindo mais forte a cada treino”, colocou Gabriela, completando que a princípio nem participaria da competição, por ter voltado a treinar há pouco tempo.
“Mas daí, três semanas antes eu fui competir no estadual e fiz uma marca bem boa, então meu treinador decidiu me levar”, disse. “A sensação foi de realização de um sonho que eu pensei que não era mais possível, por conta da lesão”, concluiu a jovem.