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EQUIPAMENTO PRÓPRIO

Campeão mundial de tiro esportivo completa 25 anos e ganha autonomia no esporte

Idade mínima permite ao hamburguense Lucas Roth Oliveira registrar arma em seu nome. Atleta se prepara para defender título na Grécia

Jorge Grimaldi
Publicado em: 04/03/2026 às 15h:11 Última atualização: 04/03/2026 às 15h:12
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Natural de Novo Hamburgo, o campeão mundial de tiro esportivo Lucas Roth de Oliveira completou 25 anos na última segunda-feira (2), idade mínima exigida pela legislação brasileira para aquisição de arma de fogo. Para o atleta, o aniversário representa um marco tão aguardado quanto à maioridade aos 18.

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“Muitas pessoas esperam os 18 anos para tirar a carteira. Eu também esperei. Mas com certeza esperei mais pelos 25 por conta da maioridade para ter uma arma de fogo. Não digo tanto por defesa pessoal, mas porque sou atleta de alto rendimento”, explicou.

Lucas Roth de Oliveira foi campeão mundial na Tailândia | abc+



Lucas Roth de Oliveira foi campeão mundial na Tailândia

Foto: Arquivo Pessoal

Até então, Lucas não podia ter armas registradas em seu nome. Todo o equipamento utilizado nas competições estava vinculado ao pai, o que exigia que ele estivesse presente em deslocamentos, treinos e campeonatos. “Mesmo sem ter arma no meu nome, fui campeão mundial aos 22 anos. Mas era tudo muito controlado, tudo precisava passar pelo meu pai”, relatou. O título em questão foi o IPSC Shotgun World Shoot 4, que ocorreu no final de 2023, na Tailândia.

A mudança traz mais autonomia para os treinamentos e competições, além de reduzir custos. “O ideal é que eu possa ir sozinho para treinar, porque a loja que temos aqui em Novo Hamburgo precisa continuar funcionando. Meu pai segue treinando e competindo, por isso teríamos de sair juntos, inclusive nas viagens”, afirmou.

Lucas Roth ao lado do pai, César de Oliveira, parceiro de treinos e competições | abc+



Lucas Roth ao lado do pai, César de Oliveira, parceiro de treinos e competições

Foto: Arquivo Pessoal

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Legislação não o favorece

Lucas também detalhou dificuldades impostas pelas alterações na legislação nos últimos anos, que reduziram o limite de armas e munições para atiradores esportivos. Patrocinado pela fabricante italiana Benelli, ele tem direito a duas espingardas novas para treinos e competições, mas ainda não conseguiu usá-las porque não pode recebê-las.

“Vou disputar o Mundial ainda com a minha arma antiga, comprada em 1997. Mesmo ela sendo de ótima qualidade, é mais velha que eu e já deu milhares de tiros. Existe um limite de uso e o desgaste natural. Corro o risco de ela apresentar problema e não consigo adquirir outra por causa dos limites”, disse, fazendo analogia com um piloto de Fórmula 1 que teria apenas um carro reserva na temporada.

A limitação também afetou a compra de munições. Segundo ele, o consumo anual gira em torno de 20 mil unidades, enquanto o limite permitido é de quatro mil (esse número é referente ao nível em que eles estão enquadrados) e ainda dividido com o pai. Para evitar prejuízo na preparação, Lucas começou a estocar munição com anos de antecedência.

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Agora, com 25 anos completos, ele inicia o processo para regularizar os equipamentos em seu nome — trâmite que pode levar mais de um ano. Paralelamente, intensifica a preparação física, nutricional e psicológica para defender o título no V Shotgun World Shoot 2026, em Corinto, na Grécia, que será disputado entre 27 de setembro a 3 de outubro.

“A gente sempre tem que ser resiliente. Cada gota de suor valeu a pena pelos meus resultados. Estou me preparando para representar o Brasil da melhor forma possível e defender meu título mundial”, finalizou.

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