Neste domingo (17), às 15 horas, Aimoré e Novo Hamburgo entram em campo no Estádio Cristo Rei pelo jogo de volta da semifinal da Divisão de Acesso. Quem sair vivo do confronto garante presença na elite do futebol gaúcho em 2026. O Noia venceu a ida por 3 a 1 jogando em casa e terá a vantagem para o duelo em São Leopoldo.
Este será o Clássico do Vale 106, e esse duelo será além da rivalidade regional.

Foto: Divulgação
Rei de acessos
O lendário zagueiro do futebol gaúcho Aládio, hoje aos 53 anos — que conquistou dois acessos com o Noia (campeão em 2000 e vice-campeão em 2003) — bateu um papo com a reportagem do Grupo Sinos e analisou o momento anilado.
“O jogo contra o Gramadense foi muito bom. Sempre agredindo o adversário, tentando fazer o gol, marcando em cima. E isso me chamou a atenção. Mas sei que é uma característica dos times do Rogério”, iniciou Aládio, projetando o confronto decisivo.
“Particularmente, é um jogo especial. O começo da minha carreira foi no Aimoré, onde subi para o profissional e fiquei por seis anos. Ao mesmo tempo, tenho uma identificação muito grande com o Noia por conta dos acessos. Tenho respeito e gratidão pelas duas equipes”, destacou o ex-defensor, que atuou por quatro temporadas defendendo o time no antigo Estádio Santa Rosa.
“Parabenizo os dois clubes, jogadores, comissões técnicas e torcidas pela campanha e pela possibilidade de acesso. Na minha visão, o Novo Hamburgo deu um passo importante, mas é um clássico. Apesar do placar dilatado, o segundo jogo será na casa do Aimoré, que tem uma equipe forte e uma campanha muito boa. Com certeza, quem ganha é o torcedor. Vai ser um baita clássico, um jogo bem disputado, mas com leve vantagem para o Novo Hamburgo.”

Foto: Arquivo pessoal
Zagueiro raiz, líder em campo e dono de um vigor físico que impunha respeito aos atacantes, Aládio também conquistou outros cinco acessos ao longo da carreira: dois com o Inter-SM, um com o Avenida, um com o Brasil de Pelotas e outro como gerente de futebol do São Paulo de Rio Grande.