O Japão, adversário do Brasil nesta segunda-feira, às 14h (de Brasília), pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, chega ao confronto com dois jogadores que responderam a investigações por acusações de estupro antes do torneio. Além disso, a Fifa não possui uma regra geral que impeça a convocação de jogadores investigados ou que respondam a processos desse tipo.
Em vez disso, a entidade afirma respeitar os procedimentos judiciais de cada país e considera que a responsabilidade pela convocação cabe às federações nacionais.

Dessa forma, entre os casos está o do atacante Junya Ito, autor de um dos gols da vitória do Japão por 4 a 0 sobre a Tunísia. Em 2024, duas mulheres o acusaram de abuso sexual em um hotel na cidade de Osaka. Na ocasião, segundo a imprensa japonesa, a polícia abriu uma investigação após a denúncia. Como consequência, a seleção japonesa retirou o atacante da disputa da Copa da Ásia. Posteriormente, Ito apresentou uma denúncia criminal contra as acusadoras, alegando falsas acusações. Em agosto daquele ano, o Ministério Público decidiu não apresentar denúncia contra nenhuma das partes por falta de provas.
Outro jogador citado é o volante Kaishu Sano, preso em julho de 2024 após ser acusado de agredir sexualmente uma mulher de cerca de 30 anos em um hotel de Tóquio. Dessa forma, o processo foi encerrado sem condenação, e o atleta acabou liberado pelas autoridades japonesas. Além disso, um ano depois, Sano retornou à seleção e pediu desculpas publicamente.
— Peço sinceras desculpas por ter causado transtornos e preocupações a tantas pessoas por causa das minhas ações. Daqui para frente, pretendo continuar demonstrando, por meio das minhas atitudes, palavras e tudo o que eu puder fazer, meu comprometimento, além de contribuir para a sociedade também fora dos gramados — declarou Kaishu Sano em 2025.
Além disso, após conversar com o jogador, o técnico Hajime Moriyasu justificou a decisão de convocá-lo para a Copa do Mundo.
— Tenho acompanhado sua trajetória o tempo todo e, após conversar pessoalmente com ele, senti fortemente que ele está verdadeiramente arrependido. Perguntei a mim mesmo se deveríamos simplesmente excluir alguém da sociedade ou do mundo do futebol por ter cometido um erro. Decidi que seria melhor, como uma família, oferecer a ele uma oportunidade de recomeçar — afirmou o treinador, que comanda a seleção japonesa desde 2018.
Além do Japão, outras seleções levaram à Copa jogadores investigados por acusações de estupro
Além do Japão, outras seleções também convocaram jogadores que respondem ou responderam a investigações por acusações de estupro antes da Copa do Mundo de 2026. Ao todo, pelo menos cinco atletas chegaram ao torneio nessa condição, embora os casos tenham situações jurídicas diferentes.
Entre eles estão Ryan Mendes, de Cabo Verde, Achraf Hakimi, do Marrocos, e Thomas Partey, de Gana. Dessa forma, assim como ocorreu com os japoneses Junya Ito e Kaishu Sano, cada caso segue um histórico próprio, com investigações, processos ou decisões judiciais distintas nos respectivos países.