O Novo Hamburgo amargou sua segunda derrota na Divisão de Acesso ao ser superado pelo Brasil de Farroupilha por 2 a 1, neste sábado (7), no Estádio do Vale. O Noia teve bom volume ofensivo durante boa parte do confronto, mas voltou a esbarrar na dificuldade de transformar domínio em gols. Ao final da partida, o técnico Daniel Franco concedeu entrevista coletiva e avaliou o desempenho da equipe no revés diante da torcida anilada.

Foto: Paulo Pires/GES
Em autocrítico, Daniel começou sua fala reconhecendo o baixo rendimento do time, tanto técnico quanto tático. Ele aproveitou para se dirigir aos torcedores, que compareceram ao estádio e saíram frustrados com o resultado.
“Temos que reconhecer que fizemos uma atuação abaixo do esperado. Começo pedindo desculpas ao nosso torcedor, que tem comparecido, nos apoiado e incentivado. Infelizmente, hoje não conseguimos entregar o que se esperava. Faltou intensidade, dinâmica, e o volume de jogo ficou muito aquém do que vínhamos apresentando na competição”, disse.
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O treinador também destacou as ausências importantes no setor de meio-campo, o que, para ele, comprometeu a organização e a fluidez do time na construção ofensiva.
“Tivemos quatro ausências importantes, especialmente no meio-campo, que é um setor chave do nosso jogo. Ali, já tínhamos uma dinâmica bem construída, e hoje não conseguimos manter essa estrutura. Isso prejudicou a nossa criação. Apesar disso, temos um elenco e precisamos confiar nos jogadores que estão disponíveis. Quem entra em campo é quem temos em melhores condições e, por isso, precisamos acreditar neles”, explicou.
Ao falar sobre a estratégia do adversário, Daniel ressaltou que o Noia já esperava um jogo físico, com muitas bolas longas e disputas na área. Mesmo com esse conhecimento prévio, o time não conseguiu neutralizar as principais jogadas do Brasil, que aproveitou bem uma falha defensiva para abrir o placar.
“A gente sabia que o adversário viria com uma proposta mais direta, buscando ligação rápida e tentando aproveitar alguma bola no terço final. Foi assim que eles conseguiram o primeiro gol: uma bola mal afastada na nossa área, em que acabamos falhando na marcação. O campo também estava bastante úmido, escorregadio, e isso atrapalhou algumas jogadas. Mesmo assim, não sofremos tantas finalizações, mas acabamos sendo pouco efetivos no ataque”, falou.
Para tentar reagir no segundo tempo, o técnico promoveu mudanças na estrutura ofensiva, apostando em atacantes de área e mais mobilidade no meio. No entanto, as modificações não surtiram efeito suficiente para virar o placar.
“Fiz algumas trocas na tentativa de buscar mais presença ofensiva. Coloquei dois homens de referência, tentando ganhar vantagem e presença no terço final. Tirei um volante e adiantei o outro para dar mais dinâmica e circulação de bola. Mas, infelizmente, não conseguimos transformar isso em efetividade. Agora, o nosso foco é levantar a cabeça, trabalhar e buscar a recuperação na próxima partida”, completou.
Próximo compromisso
O Novo Hamburgo volta a campo na próxima quarta-feira (11), fora de casa, contra o Veranópolis. O Noia soma duas vitórias e duas derrotas em quatro partidas disputadas até aqui, além de uma folga na terceira rodada. A equipe busca recuperação e mais regularidade para seguir viva na briga por vaga à elite do futebol gaúcho.