A partir da próxima quinta-feira (11), novas histórias serão escritas, marcas estabelecidas e recordes quebrados. Isso porque, neste dia, começa a Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, Canadá e México. Em meio à expectativa pelo início de mais uma edição do torneio, algumas marcas construídas ao longo de quase um século de competições seguem praticamente inalcançáveis. E muitas delas pertencem justamente à Seleção Brasileira.

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Presença em todas as edições
Quando a bola rolar para a Copa de 2026, o Brasil ampliará um recorde que nenhum outro país jamais vai alcançar. A Seleção seguirá sendo a única presente em todas as edições da história da Copa do Mundo, desde a primeira, disputada em 1930, no Uruguai. Alemanha, Itália e Argentina, algumas das seleções mais vitoriosas do planeta, por exemplo, já tiveram sua sequência interrompida em algum momento, o que nunca aconteceu com o Brasil.
Os alemães ficaram fora da Copa de 1950 por conta das sanções impostas após a Segunda Guerra Mundial. Quem também não disputou o torneio em 1950 foi a Argentina, por divergências com a então Confederação Brasileira de Desportos (atual CBF). Os hermanos já não haviam jogado o Mundial em 1938, após boicotar o torneio realizado na França. Já a Itália, por sua vez, não conseguiu na bola se classificar para as edições de 2018, 2022 e 2026.
Seis décadas no topo e contando
Outro recorde que reforça a grandeza brasileira começou a ser construído na Copa de 1962, no Chile. Ao conquistar o bicampeonato mundial, a Seleção encostou no Uruguai e Itália, também com dois títulos cada. Em 1970, a Amarelinha ficou com o tri e se isolou no topo da lista de maiores campeões. Em 1994 veio o tetra. Já em 2002, o penta, antes de qualquer outra seleção ter quatro títulos.
A Itália diminuiu a diferença ao conquistar sua quarta taça em 2006, mas sem alcançar a liderança. Atualmente, italianos e alemães dividem a segunda colocação com quatro títulos cada, enquanto a Argentina soma três. Apenas a Alemanha tem a possibilidade de empatar com a Amarelinha este ano, uma vez que a Squadra Azzurra não joga o Mundial mais uma vez.

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Onze vitórias seguidas
A campanha do pentacampeonato mundial, em 2002, deixou para o Brasil mais do que a conquista do caneco. A Seleção também começou ali a estabelecer a maior sequência de vitórias da história das Copas do Mundo. Foram sete triunfos em sete partidas no Mundial disputado na Coreia do Sul e no Japão, um desempenho perfeito que jamais foi repetido por outra equipe campeã.
A série não terminou com o título sobre a Alemanha. Quatro anos depois, na Copa da Alemanha, o Brasil venceu Croácia, Austrália, Japão e Gana, ampliando a sequência para 11 vitórias consecutivas em Mundiais. A marca só foi encerrada nas quartas de final, quando a equipe comandada por Carlos Alberto Parreira foi derrotada pela França por 1 a 0.
Pelé e Zagallo: os maiores campeões
Se alguns recordes parecem difíceis de serem quebrados, poucos são tão exclusivos quanto o de Pelé. O Rei do Futebol é até hoje o único jogador da história a conquistar três Copas do Mundo atuando dentro de campo. Ele esteve presente nos títulos de 1958, na Suécia; 1962, no Chile; e 1970, no México.
A trajetória começou de forma meteórica. Em 1958, aos 17 anos, Pelé tornou-se o jogador mais jovem a marcar um gol em Copas do Mundo. O recorde permanece intacto até hoje. Ele balançou as redes contra o País de Gales nas quartas de final com apenas 17 anos e 239 dias de idade. Na mesma edição, o jovem atacante ainda marcou três gols na semifinal contra a França e dois na decisão diante da Suécia.
Quatro anos depois, participou da campanha do bicampeonato, embora uma lesão tenha limitado sua participação ao início do torneio. O terceiro título veio em 1970, na considerada por muitos a maior seleção de todos os tempos. Pelé marcou quatro gols naquela campanha, incluindo um na final contra a Itália, e encerrou sua trajetória em Copas com três títulos, 14 partidas disputadas e 12 gols marcados.
Se Pelé permanece sozinho entre os jogadores, outro brasileiro também ocupa lugar de destaque na história dos Mundiais. Mário Jorge Lobo Zagallo é o único tetra da história. Ele conquistou quatro Copas do Mundo em diferentes funções. Ele foi campeão como jogador em 1958 e 1962, treinador da Seleção no título de 1970 e coordenador técnico na campanha do tetracampeonato em 1994.
Treze gols em apenas uma Copa
Quando o assunto é artilharia em uma única edição de Copa do Mundo, nenhum jogador conseguiu se aproximar do francês Just Fontaine. Na Copa de 1958, disputada na Suécia, o atacante marcou impressionantes 13 gols em apenas seis partidas.
A campanha começou com três gols na vitória por 7 a 3 sobre o Paraguai. Fontaine voltou a marcar contra a Iugoslávia e balançou as redes duas vezes diante da Escócia ainda na fase de grupos. Nas quartas de final, deixou sua marca contra a Irlanda do Norte e, na semifinal, anotou mais um gol na derrota para o Brasil de Pelé por 5 a 2.
O recorde foi consolidado na disputa pelo terceiro lugar. Contra a Alemanha Ocidental, Fontaine marcou quatro vezes na vitória francesa por 6 a 3, chegando aos 13 gols. O feito ganha contornos ainda mais impressionantes pelo fato de o atacante ter disputado apenas uma Copa do Mundo em toda a carreira.
Klose superou Ronaldo
Se Fontaine domina o ranking de gols em uma única Copa, o topo da artilharia histórica dos Mundiais pertence ao alemão Miroslav Klose. O atacante disputou quatro edições consecutivas da competição, entre 2002 e 2014, e encerrou sua trajetória com 16 gols marcados em 24 partidas.
Klose começou a construir o recorde logo em sua estreia em Copas. Em 2002, marcou cinco gols e ajudou a Alemanha a chegar à final. Quatro anos depois, atuando em casa, voltou a balançar as redes cinco vezes e terminou como artilheiro da competição. Em 2010, na África do Sul, anotou mais quatro gols e chegou à marca de 14.
O momento histórico aconteceu na Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil. Após empatar com o recorde de Ronaldo Fenômeno durante a fase de grupos, Klose marcou contra a Seleção Brasileira no fatídico 7 a 1, nas semifinais, alcançando seu 16º gol em Mundiais e assumindo isoladamente o posto de maior artilheiro da história da competição.

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Onze segundos
Nenhum gol em Copa foi marcado tão rápido quanto o de Hakan Sükür em 2002. O atacante da Turquia precisou de apenas 11 segundos para balançar as redes da Coreia do Sul na disputa pelo terceiro lugar, realizada em Daegu.
A jogada nasceu logo após a saída de bola dos sul-coreanos. A Turquia recuperou a posse ainda no campo de ataque e a bola sobrou para Sükür, que, de cara com o goleiro Lee Woon-jae, chapou no canto.
Não passava nada
A Copa do Mundo de 1990 ficou marcada pelo futebol defensivo e por partidas de poucos gols. Nenhum jogador simbolizou melhor esse cenário do que o goleiro italiano Walter Zenga, responsável pela maior sequência sem sofrer gols em uma única edição do torneio.
Atuando diante da torcida italiana, Zenga passou ileso pela fase de grupos e pelas oitavas e quartas de final. Foram cinco partidas completas sem ser vazado, além dos primeiros minutos da semifinal contra a Argentina. Ao todo, acumulou 517 minutos sem ser vazado, recorde que permanece até hoje.
A marca só foi interrompida aos 22 minutos do segundo tempo da semifinal, quando Claudio Caniggia marcou de cabeça para a Argentina após saída equivocada do goleiro. Os donos da casa foram eliminados nos pênaltis naquele jogo.
O adolescente que superou Pelé
Durante muitos anos, Pelé foi o jogador mais jovem a disputar uma Copa do Mundo. O recorde, porém, foi quebrado em 1982 pelo norte-irlandês Norman Whiteside, que entrou para a história ao atuar contra a Iugoslávia na primeira rodada do Mundial da Espanha.
Na ocasião, o atacante tinha apenas 17 anos e 41 dias de idade. A marca superou a de Pelé, que havia estreado em Copas aos 17 anos e 234 dias durante o torneio de 1958. Desde então, nenhum outro atleta conseguiu entrar em campo em idade mais precoce do que o jogador da Irlanda do Norte.
Aos 45, recorde e pênalti defendido
O egípcio Essam El-Hadary ocupa o extremo oposto da história dos Mundiais em relação ao recorde de Norman Whiteside. Em 2018, na Rússia, o goleiro tornou-se o jogador mais velho a entrar em campo em uma Copa do Mundo.
A marca foi estabelecida na partida entre Egito e Arábia Saudita, válida pela última rodada da fase de grupos. Naquele dia, El-Hadary tinha 45 anos e 161 dias, superando o recorde que pertencia ao colombiano Faryd Mondragón desde a Copa de 2014.
O feito histórico ganhou um capítulo ainda mais especial durante a própria partida. Pouco antes do intervalo, o veterano goleiro defendeu um pênalti cobrado por Fahad Al-Muwallad. Mesmo assim, O Egito foi superado por 2 a 1.