O Aimoré encerra a temporada de 2025 com a sensação de ter ficado muito perto de objetivos importantes, mas também com a convicção de ter retomado protagonismo no futebol gaúcho. Em entrevista, o presidente Ronaldo Vieira avaliou o ano como positivo, apesar das frustrações esportivas.

Foto: Marcy Dutra/Aimoré
“A nossa avaliação só não é mais positiva porque nas duas competições nós chegamos muito perto, mas não atingimos a meta. No acesso, fizemos uma grande campanha, mas em uma partida em que não fomos felizes, praticamente todo o trabalho desmoronou”, afirmou. Ainda assim, ele destaca o resgate da imagem do clube. “Foi uma recuperação do Aimoré protagonista, que vinha de dois anos muito abaixo do padrão do clube.”
Na Copa Ruy Carlos Ostermann, o Índio Capilé também bateu na trave. Vice-campeão após chegar à final, o clube ficou novamente próximo da conquista. Para Vieira, o saldo é favorável. “Chegar à final e disputar o título contra o Brasil, uma equipe de tradição, nos parece uma avaliação positiva. Claro que seria melhor conquistar o acesso e o título, mas nem sempre isso é possível”, ponderou o dirigente.
Próxima temporada
O olhar agora se volta para 2026, ano em que o principal objetivo segue sendo o retorno à elite estadual. Com a Divisão de Acesso prevista apenas para agosto, o presidente entende que o calendário oferece uma vantagem no planejamento. “O Acesso continua sendo uma meta da direção, colocar o Aimoré novamente entre os 12 maiores do futebol gaúcho. Como a competição começa só em agosto, temos todo o primeiro semestre para planejar e montar a equipe”, explicou, destacando a diferença em relação aos anos anteriores, quando a montagem precisava começar logo nos primeiros meses.
Já sobre a participação na Copa da Federação Gaúcha em 2026, Ronaldo Vieira foi cauteloso e praticamente descartou a disputa neste momento. “Nós não vamos fazer nenhuma loucura financeira. Só participaremos se houver apoio do empresariado e do poder público”, afirmou. Segundo ele, o clube ainda não conseguiu fechar completamente as contas da edição de 2025. “Ainda aguardamos receitas prometidas para conseguir fechar o ano, quitar rescisões que faltam e encerrar esse ciclo. Não podemos falar em Copa da Federação de 2026 sem antes fechar a de 2025”, concluiu.