O governo de Donald Trump alegou que o árbitro da Fifa, Omar Abdulkadir Artan, teve sua entrada nos Estados Unidos negada devido à “associação com supostos membros de organizações terroristas”. O profissional se apresentou em Miami no último fim de semana para participar de um período de treinamento com seus colegas na Flórida, visando o torneio.

O problema, portanto, parece ter surgido na tentativa de entrar no país pela fronteira. Ele relatou que agentes de fronteira o interrogaram no Aeroporto Internacional de Miami em um processo de mais de 11 horas. Depois disso, as autoridades o prenderam em uma cela e o mandaram de volta a Istambul, na Turquia, seu ponto de partida.
“Após uma análise mais aprofundada pelo órgão de Proteção de Alfândega e Fronteiras, foram encontradas informações comprometedoras, incluindo vínculos com suspeitos de pertencerem a organizações terroristas, o que tornou o viajante inadmissível nos Estados Unidos de acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade”, disse o comunicado divulgado nesta quarta-feira.
Rebateu o árbitro
No entanto, Omar Abdulkadir afirmou que autoridades não lhe deram nenhuma justificativa para a recusa de entrada. Contudo, o pronunciamento à Fox News rebateu a informação.
“O viajante teve a entrada recusada e recebeu formulários de imigração que indicam o artigo da lei utilizado para concluir uma deportação expedita de acordo com o artigo 8235 da INA. O governo do Presidente Trump não permitirá que nenhuma ameaça à segurança entre em nosso país”, ponto final.
Nesta quarta-feira, o presidente da Fifa, Infantino, lamentou a situação de Artan, mas afirmou que a Fifa não é uma entidade soberana para inteferir nas leis de um país. Antes disso, o profissional chegou à Somália como herói.
Grande carreira
Sem dúvida, o currículo recente do árbitro o credenciava como uma das grandes promessas do apito internacional para a competição. Em 2025, a Confederação Africana de Futebol (CAF) elegeu o somali como o melhor árbitro do continente. Além do prêmio individual, ele acumulava a experiência de ter comandado jogos de altíssima pressão. Por exemplo, como a final da última Liga dos Campeões da África, disputada entre Pyramids FC, do Egito, e Mamelodi Sundowns, da África do Sul.