Para quem vive o futebol desde cedo, assinar o primeiro contrato profissional é mais do que uma meta: é um sonho que carrega anos de esforço, renúncias e esperança. Para Lucas Pires Santos, o Lucas Baiano, de Sapiranga, esse momento finalmente chegou. Aos 25 anos, o atacante vai disputar a temporada defendendo o Clube Sete de Junho, de Sergipe.

Foto: Arquivo Pessoal
A assinatura do contrato representa o início de uma nova etapa na vida do atleta, que nunca deixou de acreditar. “É a realização de um sonho. Trabalhei muito para chegar até aqui e sei que isso é apenas o começo. Minha expectativa é continuar evoluindo, aprender todos os dias e retribuir a confiança do clube dentro de campo”, afirmou Lucas, com a maturidade de quem entende o peso da oportunidade.
Dentro das quatro linhas, o jogador já sabe como pode contribuir. Segundo ele, suas principais características são a velocidade, a inteligência para interpretar o jogo, a calma nas decisões e a boa finalização. Qualidades que espera colocar em prática em um ambiente que favoreça seu crescimento. “Espero encontrar um ambiente de trabalho sério e competitivo, que me ajude a evoluir como atleta e como pessoa, e onde eu também possa contribuir com o grupo”, completou.
História de vida
A caminhada até o futebol profissional começou longe de Sergipe. Lucas é natural de Jequié, no interior da Bahia, mas ainda aos 5 anos mudou-se com a família para Sapiranga em busca de melhores condições de vida.
“Na Bahia não havia um serviço bom. Meus pais vieram morar em Sapiranga em busca de oportunidade. Lá, eles trabalhavam em fábrica de calçados. Hoje, graças a Deus, minha mãe é professora, meu pai é gerente e meu irmão é médico. Tudo isso veio com muito esforço da nossa família. E agora eu também estou realizando o meu sonho de ser jogador”, contou.
Foi em Sapiranga que o desejo pelo futebol começou a ganhar forma. Lucas iniciou a trajetória no Juventude, do bairro São Luiz, onde conquistou a Liga Intermunicipal de Futebol de Garotos (Lifuga). Curiosamente, o primeiro título veio atuando como goleiro. Mas, desde cedo, o coração do guri apontava para outra função: balançar as redes.
Em 2015, durante uma competição disputada no Paraná, Lucas tomou uma decisão que mudaria seu caminho. Pediu aos treinadores para atuar no ataque. A aposta deu resultado. Também defendeu o Genoma Colorado, em Porto Alegre, e equipes amadoras da região. Com a mudança de posição, passou a se destacar, confirmando que sua vocação não era evitar gols, mas marcá-los.