abc+

TÊNIS

Mario Bravo exalta projeto da Ginástica e vê potencial para revelar talentos no Vale do Sinos

Treinador argentino que trabalhou com Del Potro participou de clínica na SGNH, destacou o nível dos jovens atletas e elogiou proposta de formação da academia Encina, Dal Ri & Milan de tênis, que completa um ano com cerca de 200 alunos

Jorge Grimaldi
Publicado em: 10/05/2026 às 11h:15 Última atualização: 10/05/2026 às 11h:16
Publicidade

A celebração do primeiro ano da escola de tênis da Sociedade Ginástica Novo Hamburgo (SGNH) ganhou projeção internacional com a presença do treinador argentino Mario Bravo, profissional de mais de 30 anos de carreira que trabalhou com grandes nomes do circuito mundial, entre eles Juan Martín del Potro. Durante a semana de atividades no clube hamburguense, Bravo participou de clínicas, conversas com atletas e treinadores e destacou o potencial encontrado no Vale do Sinos.

Publicidade

Mario Bravo participou de clínica de tênis na Sociedade Ginástica Novo Hamburgo | abc+



Mario Bravo participou de clínica de tênis na Sociedade Ginástica Novo Hamburgo

Foto: Jorge Grimaldi/GES-Especial

Convidado pela academia Encina, Dal Ri & Milan, formada pelos treinadores Fábio Encina Pereira, o Barriga, Rafael Stoffel Dal Ri e Thiago Milan da Silva, responsáveis pelo projeto de tênis da Ginástica, o treinador afirmou ter ficado impressionado com o nível técnico apresentado pelos jovens atletas do clube. “Fizemos um trabalho muito bom durante a semana. O nível dos garotos, inclusive dos menores, é muito bom. Tem um grupo muito lindo”, destacou.

Pela primeira vez em Novo Hamburgo, Mario Bravo valorizou a tradição da região no esporte e ressaltou a importância do intercâmbio promovido pela clínica. “Historicamente, essa região sempre teve muito bons treinadores e jogadores. Para mim, é uma honra que me chamem, porque os treinadores daqui também são muito bons e também esse intercâmbio me enriquece”, afirmou.

O argentino ainda projetou um futuro promissor para a escola de tênis da Ginástica e acredita que o trabalho desenvolvido pode render frutos importantes nos próximos anos. “A ideia é ter um campeão desse clube mais para frente. Tem que esperar, trabalhar alguns anos, mas, se seguirem nesse caminho, eu acho que vão conseguir. Estou muito contente pela semana”, declarou.

Nova geração

Publicidade

Ao longo da entrevista, Bravo também falou sobre os desafios da formação de atletas na atualidade. Segundo ele, o imediatismo e a baixa tolerância à frustração têm sido obstáculos frequentes entre jovens esportistas. Para o treinador, o desenvolvimento no tênis exige paciência e um processo de amadurecimento gradual.

“Hoje, em todas as partes do mundo, os jovens têm muito pouca tolerância à frustração. Às vezes, acreditam rapidamente que não servem. O tênis leva tempo, é um processo”, comentou. “Sempre digo que é muito difícil ter um jogador perto do top 100 do ranking mundial, mas quando um chega, não importa se é 100º, 90º ou 120º, é muito bom igual. São poucos. Temos que cuidar e proteger os jogadores, e os pais precisam ter paciência.”

Outro tema abordado foi o crescimento recente do tênis brasileiro, impulsionado pela ascensão de João Fonseca. Na avaliação de Bravo, a popularidade do jovem atleta pode ajudar a ampliar ainda mais o interesse pela modalidade no país.

Publicidade

“Eu acho que é fundamental ter um jogador como o Fonseca surgindo agora. Mas isso também depende dos clubes e das federações aproveitarem esse momento. Hoje, há muitos guris jogando tênis no Brasil, e isso é muito bom”, avaliou, lembrando que o país não soube aproveitar o sucesso de Gustavo Kuerten.

Barriga: “Projeto para realizar sonhos”

A presença do treinador argentino na Ginástica foi tratada como mais um passo no projeto de retomada e fortalecimento do tênis competitivo em Novo Hamburgo e no Vale do Sinos. Um dos responsáveis pela iniciativa, Barriga destacou que a clínica simboliza o momento de crescimento vivido pela escola de tênis, que completou um ano de atividades e já tem cerca de 200 alunos.

Publicidade

“A gente sentia falta da competição e das escolas fortes aqui em Novo Hamburgo e na região. Vem muita gente de outras cidades para treinar aqui, e isso mostra a força que o tênis sempre teve. Nossa preocupação era elevar novamente o nível do tênis da região”, afirmou.

Desde a retomada da modalidade na Ginástica, a escola registrou crescimento no número de alunos e ampliou o trabalho voltado tanto à iniciação quanto ao rendimento. Para Barriga, o objetivo é manter as quadras ocupadas e estimular diferentes perfis de praticantes.

“Hoje temos bastante alunos, e queremos trabalhar tudo: competição, executivo, crianças e formação. Não quero ver quadra vazia em nenhum lugar. Novo Hamburgo sempre foi muito forte no tênis, e conseguir resgatar isso é muito legal”, destacou.

Publicidade

Segundo o treinador, a maneira como Bravo conduziu as atividades também chamou atenção dos participantes. “O Mario é um cara fantástico. Ele agrega muito conhecimento para os meninos, conversa bastante, passa experiência sem aquela pressão excessiva. Isso é muito importante para quem está começando”, comentou.

O organizador ainda acredita que o trabalho desenvolvido no clube pode render resultados expressivos no futuro. “Eu acho que daqui a alguns anos teremos alguém muito bem ranqueado. Pode ser top 200, 100 ou até 50 do mundo. Se eles escolherem isso como profissão, pode ter certeza que a Encina, Dal Ri & Milan vai tentar realizar o sonho deles”, projetou.

Publicidade

Dal Ri destaca proposta de ensino e troca de aprendizado

Para o treinador Rafael Stoffel Dal Ri, o crescimento do projeto reforça a tradição histórica do Vale do Sinos na modalidade. “Essa retomada é muito importante porque a região sempre foi um celeiro de grandes jogadores. E isso acontecia porque tínhamos escolas e bases muito fortes. Para formar atletas de alto nível, precisamos de muitas crianças treinando e se desenvolvendo”, afirmou.

O treinador destacou que a estrutura da Ginástica e a proposta de ensino ajudam a aproximar novos praticantes do esporte. O trabalho começa com atividades lúdicas para crianças a partir dos 3 anos e segue até as equipes de competição e alto rendimento.

Publicidade

“Primeiro, queremos que eles gostem do esporte. O tênis precisa ser divertido no começo. Depois, aos poucos, eles evoluem tecnicamente, começam a competir e entendem as exigências do alto rendimento”, explicou.

Dal Ri ressaltou que o projeto não é voltado apenas à formação de atletas profissionais, mas também ao desenvolvimento esportivo e social dos alunos. “Aqui temos o pacote completo. Trabalhamos desde quem quer jogar por lazer até quem sonha em disputar grandes torneios”, comentou.

Outro ponto valorizado pelo treinador foi a troca de experiências proporcionada pela presença do argentino Mario Bravo. “A gente aprende muito mais que as crianças. Desde que fomos buscá-lo no aeroporto, passamos a semana ouvindo histórias, perguntando sobre os jogadores que ele treinou e entendendo como ele trabalha cada perfil de atleta”, contou.

Segundo o treinador, a experiência de Bravo ajudou a oferecer novas perspectivas para o desenvolvimento dos alunos da escola. “Muitas vezes, com pouco tempo, ele já consegue identificar características de um jogador e nos dar um norte sobre como trabalhar com aquele atleta. São dicas valiosas de quem trabalhou com jogadores que chegaram muito longe”, destacou.

No sábado, houve um bate-papo sobre o tênis universitário nos Estados Unidos. Christian Munn, sócio da Munn Sports Management, que tirou dúvidas sobre estudar e jogar tênis em uma universidade dos EUA.

Para mais informações sobre as aulas, entre em contato com a secretaria do clube, pelo telefone (51) 98985-7038, ou com os treinadores Fábio Encina Pereira (51) 99709-4559 e Rafael Stoffel Dal Ri (51) 98329-1918.

Publicidade