Carletto vai quebrar a escrita e vencer o Mundial de 26?
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Pela primeira vez em sua história, a Seleção Brasileira terá um técnico estrangeiro à beira da casamata numa Copa do Mundo. Multicampeão por diferentes clubes europeus, Carlo Ancelotti é um dos 26 técnicos estrangeiros treinando mais da metade das 48 seleções nesta edição da Copa, um recorde.
E assim como Carletto, os demais técnicos terão um baita desafio pela frente. Nunca um estrangeiro liderou uma seleção ao título na Copa. O holandês Guus Hiddink, com a Coreia do Sul em 2022; Luiz Felipe Scolari, com Portugal em 2006; e Roberto Martinez, com a Bélgica em 2018, conseguiram avançar até as semifinais.

Foto: Reprodução Instagram
Olho nele!
Se o Brasil tem Ancelotti na casamata, o Marrocos também conta com um destaque fora das quatro linhas. O técnico Mohamed Ouahbi liderou o Marrocos ao título na Copa do Mundo Sub-20 da Fifa 2025, no Chile. Ele tem o desafio de superar a campanha de 2022, quando os marroquinos terminaram o Mundial na quarta posição, a melhor colocação da seleção na história da competição.
Ouahbi é mais um caso de imigrantes que voltam para “casa” com a experiência no futebol europeu. Nascido na Bélgica, ele comandou as categorias de base do Anderlecht, clube tradicional do país europeu.
Seis jovens que estiveram na campanha do Sub-20 estão no grupo nesta Copa do Mundo. Alguns deles podem aparecer em campo. Lembrando, Marrocos não perde uma partida há 29 partidas. Invencibilidade maior, só da Espanha.

Foto: Reprodução Instagram
Entre protestos e festa
No dia de abertura da Copa do Mundo, na Cidade do México, teve protesto de familiares de pessoas desaparecidas no país. No decorrer da semana, professores já haviam realizado manifestação, retomada ontem. A polícia chegou a usar bombas de efeito moral. Apesar dos protestos em meio à visibilidade global, o clima na abertura e ao longo da cobertura da imprensa no México se mostra festivo.

Foto: Fifa/Divulgação
Conivente e conveniente
Já vivi tempo suficiente pra perceber que quem ocupa cargo de poder costuma mentir sem sentir vergonha. Mas a cara de pau do presidente da Fifa, Gianni Infantino, em entrevista coletiva na quarta-feira (10), extrapolou o limite do razoável.
Ele bem que tentou que os jornalistas focassem só no futebol, mas ao ser questionado sobre os excessos da política antimigração do governo de Donald Trump veio com a frase: “não somos reis do mundo, não temos controle sobre governos, policiais”.
Engraçado. Aqui no Brasil a Fifa passou por cima da legislação que proíbe o consumo de bebida alcoólica. Nos Estados Unidos, não consegue que um árbitro selecionado para Copa, com documentação em dia, acesse o País. E a seleção do país atacado, o Irã, não pode permanecer mais que 36 horas em solo estadunidense.

Foto: Reprodução/ @fifaworldcup
Mas a Rússia não pode
Lembrando que a Rússia está justificadamente afastada de competições da Fifa, assim como do Comitê Olímpico Internacional, em função da invasão à Ucrânia. Mas parece que nada disso vale para os Estados Unidos, que não só receberão a maioria dos jogos da Copa, como criam uma série de obstáculos para que a seleção do País invadido por eles possa jogar em solo norte-americano.
Tudo se resume a dinheiro
Obviamente, a conivência da Fifa com os EUA se deve ao acesso ao mercado consumidor no país dos grandes eventos esportivos. Dinheiro, em resumo. A Fifa pretende faturar 3 bilhões de dólares com venda de ingressos e pacotes de hospitalidade nesta Copa. Seis vezes mais do que no Catar. Um ingresso para a final pode custar 33 mil dólares.