Um grupo formado por quatro promessas do taekwondo canoense busca apoio para disputar dois campeonatos, Mundial e Copa América, entre os dias 8 e 12 de outubro, em Arujá (SP). Para custear a inscrição, viagem, hospedagem e alimentação, os jovens atletas vendem aos fins de semana paçoca no semáforo da Avenida Dr. Sezefredo Azambuja Vieira, próximo ao Parque Getúlio Vargas.

Foto: Paulo Pires/GES
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Sem patrocínio, cada um dos taekwondistas Raphaela Monteiro, 12 anos, Manuella Ribeiro Rodrigues, 12, Érica Martins, 11, e Ryan Martins, 15, necessita arrecadar cerca de R$ 1,3 mil para participar das competições.
A rotina de treinos é conciliada com os estudos e a incerteza dos recursos para disputar troféus e medalhas.
“Tudo depende de dinheiro. O custo é alto para representar a cidade, o Estado e o País. Infelizmente, nenhum deles ainda possui patrocinador. Um apadrinhamento já ajudaria muito, ou seja, uma ajuda de custo para as vestimentas, por exemplo. São talentos que, sem apoio, podem ficar pelo caminho. Seguimos lutando para que isso não aconteça”, destaca a mãe de Raphaela, Patrícia Monteiro, 39.
A diarista fala sobre a decisão de vender paçocas no semáforo e a união do grupo esportista.
“Eles treinam a semana toda. No sábado, ficamos das 10 às 18h30 vendendo paçoca. Às vezes, quando não estamos muito cansados, conseguimos vender no domingo também.”
Interessados em contribuir com os atletas podem entrar em contato com a Patrícia por meio do telefone e WhatsApp (51) 99245-2188.
Em busca do ouro
Paulo Anziliero Nunes, 41, é o professor dos atletas que treinam no Centro de Treinamento Sírus, no bairro Estância Velha.
“Estamos confiantes apesar das dificuldades além do tatame. Seguimos trabalhando para cada um evoluir ao máximo no esporte. Eles têm potencial, mas precisam de apoio. Não podemos desistir dos sonhos. A meta é conquistar o primeiro lugar em cada categoria que será disputada”, revela.
Raphaela é faixa preta (até 59 kg) e Manuella é faixa preta (até 44 kg). Já Érica é faixa laranja (até 44 kg) e Ryan é faixa verde (até 50 kg).
“Estou ansiosa e treinando muito. Vamos continuar tentando arrecadar recursos”, diz Raphaela.
Para Manuella, o ouro é mais uma meta.
“Quero voltar com a medalha no peito.”
Érica comemora a primeira viagem fora do Estado.
“A expectativa é boa. Estou confiante.”
Ryan destaca o momento de felicidade no esporte.
“Vamos para cima. Vai dar certo.”