Aos 20 anos, a sapucaiense Rafaela Prestes escreveu um dos capítulo mais importantes de sua trajetória no tae kwon do. Entre os dias 26 de fevereiro e 3 de março, ela sagrou-se campeã da categoria até 46 quilos no Grand Slam, disputado no Rio de Janeiro, garantindo vaga na Seleção Brasileira adulta da modalidade.

Foto: Corroh Gomes/CBTKD
A competição, considerada uma das mais importantes do calendário nacional, reúne apenas atletas classificados pelas campanhas da temporada e define titulares e suplentes da equipe que representa o país. Após sete anos consecutivos tentando entrar na seleção principal, muitas vezes “batendo na trave”, Rafa finalmente alcançou o objetivo – e logo na categoria adulta, a principal do tae kwon do mundial.
“Eu nem sei explicar tudo o que estou sentindo… Foram anos de construção, aprendizados, evolução constante e muita confiança no processo. Nada aconteceu do dia pra noite”, escreveu a atleta nas redes sociais.
Agora oficialmente na Seleção Brasileira, Rafaela já tem novo desafio: representar o país no Pan-Americano, em maio, no Rio de Janeiro.
Orgulho em dose dupla
Além de atleta, Rafa carrega uma parceria especial na carreira. O pai, Alex Prestes, também é seu treinador na Academia Lótus e acompanhou de perto cada etapa da caminhada.

Foto: Corroh Gomes/CBTKD
“É orgulho em dose dupla. A categoria adulta é a principal do tae kwon do mundial, é onde estão os olhos de grandes competições como os Jogos Olímpicos. O Brasil hoje é referência mundial, então chegar à seleção é um orgulho imenso, como pai e como treinador”, destacou.
Ele ressalta que o título é fruto de comprometimento diário. “A gente vê os bastidores em casa. Ela cuida da alimentação, do sono, segue o programa à risca. É atitude de atleta de alto rendimento.”
Trajetória de muitos títulos e superação
Rafaela iniciou no tae kwon do aos 5 anos. Aos 9, já conquistava medalha de bronze no Campeonato Brasileiro infantil. No ano seguinte, foi campeã brasileira interclubes. Na categoria cadete (12 a 14 anos), integrou a seleção brasileira como reserva e conquistou bronze no Pan-Americano, na Costa Rica, além de vice-campeonato brasileiro.
Na categoria júnior, apesar de boas atuações, não obteve resultados expressivos em nível nacional, mas dominou o cenário estadual com dez títulos consecutivos e presença constante na Seleção Gaúcha.
A retomada veio no sub-21, quando voltou a se destacar nacionalmente: tricampeã do Regional Sul, bronze no Campeonato Brasileiro, duas pratas na Copa do Brasil e bronze nos Jogos Universitários.