A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 continua rendendo fortes cobranças de grandes ídolos do futebol nacional. Em transmissão ao vivo na “RomárioTV”, o ex-atacante e herói do tetracampeonato de 1994, Romário, criticou duramente a postura de Vini Jr na derrota por 2 a 1 para a Noruega. O Baixinho questionou o fato de o camisa 7 ter acatado a ordem de batedores que o técnico Carlo Ancelotti definiu no lance do pênalti que Bruno Guimarães perdeu no primeiro tempo.

O meio-campista do Newcastle cobrou a penalidade, que Matheus Cunha sofreu aos 13 minutos da etapa inicial, após a comissão técnica estabelecer uma lista prévia que colocava cinco atletas à frente de Vini Jr. No entendimento de Romário, o atacante do Real Madrid precisava ignorar a hierarquia para assumir o protagonismo:
“Li que em relação aos pênaltis, nos treinamentos o Bruno Guimarães se saiu melhor do que ele (Vini Jr), e a ordem era o Bruno Guimarães bater esse pênalti. Está tudo certo, muito legal, ele respeitou a ordem do treinador, mas, irmão, tem que ter atitude… O Vini Jr é o protagonista, é o p* que nós temos na Seleção, pega essa p* dessa bola e bate a p* do pênalti, e tá resolvido.”
Romário cobra falta de atitude e posse de bola da Noruega
Logo após focar no lance capital do primeiro tempo, o ex-centroavante expandiu as críticas para o comportamento coletivo da equipe canarinho no gramado. Romário demonstrou profunda indignação com o recuo do Brasil, ressaltando que uma seleção pentacampeã mundial jamais pode aceitar o domínio territorial e a posse de bola do selecionado europeu de forma passiva.
“O que mais faltou na Seleção Brasileira é aquilo que o jogador mais tem que ter, principalmente no jogo decisivo: atitude. O Brasil não teve atitude, a Seleção que é cinco vezes campeã do mundo não pode deixar uma seleção como a Noruega, que é uma boa seleção, ter 60, 70% de domínio de bola. Isso não existe!”
Inversão de papéis histórica e críticas a Ancelotti
Assim sendo, a partir desse cenário, Romário direcionou as baterias para a estratégia tática que Carlo Ancelotti desenhou para o confronto decisivo. O ex-jogador lamentou a inversão histórica de papéis no cenário internacional, apontando que o Brasil agiu como um coadjuvante dependente de “uma bola”, enquanto os adversários ditaram o ritmo do jogo.
Desse modo, o Baixinho criticou as declarações pós-jogo do comandante italiano, que tratou o enredo da partida com naturalidade:
“A gente sempre ouviu dizer em Copa do Mundo que os adversários do Brasil jogam por uma bola. Ontem foi o Brasil que fez isso, é uma coisa impressionante. Não consigo entender essa forma que o Ancelotti montou o time, ele mesmo falou que o que aconteceu era mais ou menos esperado. Não pode esperar isso…”