Até a Copa do Mundo do Catar, em 2022, bastava ficar entre os dois primeiros colocados do grupo para garantir uma vaga nas oitavas de final. Agora, com o acréscimo de 32 para 48 seleções, não mais. O Brasil se classificou em primeiro no Grupo C e enfrentará o Japão na segunda-feira (29), a partida das 14 horas, em Houston, nos Estados Unidos, pela fase de 16-avos de final, uma antes das oitavas. A seleção nipônica encerrou a fase de grupos em segundo lugar do Grupo F.

Foto: Divulgação/Fifa
Uma fase extra significa mais que um jogo, afinal uma eliminação tão precoce seria vexatória. Tão, ou mais que o 7 x 1, em 2014. Por isso, a vitória é fundamental e já faz com que Ancelotti e seus convocados olhem mais adiante. “Os três são adversários com muita qualidade. Obviamente Holanda é mais experiente que o Japão, mas o Japão, sobretudo antes da Copa, teve resultados muito bonitos nos amistosos. A Suécia tem na frente muito potencial. Vamos ver o que acontece”, disse o treinador após a classificação.
Oitavas de final
Chegando entre os 16 “finalistas”, o que já não era fácil, fica mais difícil. Será nesta fase que o Brasil mostrará a força que tem e se, de fato, é candidato ao hexacampeonato. Entre os possíveis adversários do dia 5 de julho, às 17h, estão a França de Mbappé, Dembélé e uma constelação de estrelas, e a Noruega de Haaland, Ødegaard e o exército de vikings. Vai depender de quem ficará na segunda colocação do Grupo I.
Aliás, o confronto é direto entre as duas equipes nesta sexta-feira (26), às 16 horas. Ambos venceram suas partidas até aqui e somam 6 pontos, mas os Blues lideram no saldo. Outro possível adversário das oitavas é a Costa do Marfim, que ficou em segundo no Grupo E e encara franceses ou noruegueses.
Quartas de final
Nas quartas de final, a ser disputada no dia 11 de julho (sábado), às 18h, a Seleção Brasileira poderá ter como adversário a Inglaterra de Harry Kane. Maior artilheiro da Seleção Inglesa em Copas com 10 gols até a 2ª rodada, o atacante do Bayern é uma máquina de gols e já marcou mais de 60 somente nesta temporada. É ele quem lidera, ao lado de Bellingham, a equipe da Terra da Rainha em busca do bicampeonato. Os demais adversários podem vir de diferentes continentes, como Senegal, Equador, ou até um dos anfitriões, México.
Semifinal
Chegar entre os quatro melhores da competição é um feito que somente Felipão conseguiu para a Seleção Brasileira neste século. Em 2002, foi mais além e ficou com o penta, já em 2014, diante da mesma Alemanha, o fatídico 7 a 1. Em 2026, os comandados de Ancelotti poderão ter pela frente no dia 15 de julho, às 16h, os atuais campeões mundiais: a Argentina do incansável Lionel Messi. Impedir o tetra dos hermanos é uma obrigação moral.
Por outro lado, se escapar do maior artilheiro de todas as Copas, poderá ter pela frente um adversário que desafia a biologia e parece movido a desafios. Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, quer o título inédito para Portugal enquanto se aproxima do milésimo gol da carreira.
Se não houver o enfrentamento nas quartas, a Inglaterra ainda pode ser adversária da semifinal, assim com a Espanha de Lamine Yamal. Outras possibilidades incluem Bélgica, Gana, e Suíça.
Final
Há 24 anos o Brasil não chega em uma final de Copa do Mundo e, assim como em 1994, está em seu maior jejum de títulos. Para buscar o hexacampeonato, a única pentacampeã do planeta terá que fazer jus à alcunha de “País do Futebol”. Na grande decisão, poderá ter como adversário a tetracampeã Alemanha.
A temida França também é uma das possibilidades e, se isso acontecer, chegará a sua 3ª final seguida. Inglaterra também pode aparecer na decisão, assim como Portugal e Espanha.
Os adversários que se preocupem
A fase de grupos da Copa do Mundo mostrou que os principais jogadores do planeta estão fazendo sua parte. Seja Messi pela Argentina, Mbappé pela França, Cristiano Ronaldo por Portugal, Haaland pela Noruega, Kane pela Inglaterra ou Yamal pela Espanha, qualquer um deles pode decidir e impedir o sonho brasileiro. Mas, certamente, todos eles temem também os craques brasileiros.
Vinícius Jr. é o principal nome da Seleção até aqui. Com quatro gols é vice-artilheiro da Copa e foi eleito o melhor em campo nos três jogos até aqui. Matheus Cunha assumiu a titularidade e aproveitou as chances com três gols em dois jogos. Tanto a defesa quanto o meio campo também vem mostrando solidez defensiva, além de contribuírem para o ataque. Com apenas 19 anos, Rayan e Endrick surgem como esperanças de mudar o jogo, principalmente após a lesão de Raphinha.
E, é claro, tem o Neymar. Depois de dois anos e oito meses, o camisa 10 retornou à Seleção na partida contra a Escócia. Atuou por quase 20 minutos e deve ser mais aproveitado a partir de agora. Aos 34 anos, ele tem a confiança de Ancelotti e dos companheiros, além da torcida.
Se estiver em campo, certamente será uma arma importante tanto em jogadas individuais quanto coletivas. O que não pode, é os companheiros esquecerem que o objetivo principal é o título, e não consagrar Neymar. No último jogo, já com ele em campo, Vini teve chances de buscar algo melhor, mas desperdiçou duas jogadas por procurar apenas pelo seu ídolo.