A quarta-feira, 13 de agosto de 2025, foi histórica para o punhobol brasileiro. Nesta madrugada/manhã, as Seleções Brasileiras masculina e feminina conquistaram a dobradinha no lugar mais alto do pódio nos The World Games – Jogos Mundiais, realizados em Chengdu, na China.

Foto: Valentin Weber/The World Games
Do outro lado do mundo, dez atletas de cada equipe fizeram campanhas perfeitas, que culminaram com a medalha de ouro e muita festa em solo chinês. As gurias conquistaram o título inédito, enquanto os guris alcançaram o bicampeonato — o primeiro troféu foi levantado em 2009.
Vitória dominante sobre a Alemanha
A equipe masculina enfrentou a poderosa Alemanha, considerada dona dos melhores jogadores do mundo. Mas os alemães sucumbiram — novamente, pois já haviam perdido na estreia — diante do time brasileiro. Resultado: 3 sets a 0, com parciais de 11/9, 11/5 e 11/5.
Pouco antes das comemorações, o técnico hamburguense Daniel Becker falou com a reportagem do Grupo Sinos e afirmou que o time brasileiro é o melhor do mundo: “Jogamos contra a Alemanha, a Áustria e a Suíça (na primeira fase), que são as potências do punhobol. Depois, pegamos a Suíça novamente na semifinal e a Alemanha na final. Passamos a competição inteira e perdemos apenas um set. Então, com orgulho, dá pra dizer que o Brasil é o melhor time do mundo. Não tenho dúvida nenhuma.”
Virada histórica contra a Suíça
O grupo feminino encarou a Suíça na grande decisão — e foi um jogão. Sem se entregar, a equipe comandada por Carlos Veneroso venceu por 3 sets a 2, de virada, com parciais de 5/11, 5/11, 11/2, 14/12 e 11/9.

Foto: Valentin Weber/The World Games
Após a conquista, a capitã Cecilia Jaques falou sobre a sensação de vencer o título: “Não podia ser melhor para as brasileiras. Fazer essa final contra a Suíça, que nos eliminou na semifinal dos últimos Jogos, foi mágico. Acho que levar ao quinto set dá ainda mais magia, porque sabíamos que não seria uma partida fácil — e não foi. Sinto que temos ainda mais a celebrar agora, porque tivemos uma grande atuação”, disse a atleta da Sogipa.
Elenco e campanha – Masculino
O grupo masculino é comandado por Daniel Becker, com Mateus Lammel e George Alexis Schuch como auxiliares. Quatro atletas da Ginástica integram a delegação: Arthur Holz, Gabriel Heck, Gabriel Drumm e Mateus Jung. Bruno Arnold, que atualmente joga na Áustria, também é oriundo da Ginástica. Completam o elenco: Álvaro Englert, Erminio Goldani e Tomas Suffert (Sogipa); Mateus D’Agostin (Clube Duque de Caxias, PR); e Vinicius Tavares (ASBP/Condor/FMD, São Bento do Sul, SC).
A seleção masculina conquistou o título com 100% de aproveitamento e apenas um set perdido em cinco partidas:
Fase de grupos:
Brasil 3×1 Alemanha (11/7, 11/3, 6/11, 11/2)
Brasil 3×0 Áustria (11/9, 11/6, 15/14)
Brasil 3×0 Suíça (11/7, 11/8, 11/9)
Semifinal:
Brasil 3×0 Suíça (13/11, 15/14, 11/6)
Final:
Brasil 3×0 Alemanha (11/9, 11/5, 11/5)
Elenco e campanha – Feminino
O técnico Carlos Veneroso contou com: Bianca Suffert, Cecilia Jaques, Giovanna Moccelin Lucchin, Maria Eduarda Aguero e Julia Maganja Hoberrek (Sogipa); Cristiane Huaska (Clube Duque de Caxias, PR); Luna Ebert (Sportunion Grieskirchen, Áustria); Sabine Suffert (Union Tigers Vöcklabruck, Áustria); Manuela Zott Jacobs (FBC Linz, Áustria), natural de Novo Hamburgo e ex-Ginástica.
As brasileiras também conquistaram o ouro de forma invicta:
Fase de grupos:
Brasil 3×2 Suíça (7/11, 4/11, 11/7, 11/9, 11/4)
Brasil 3×1 Áustria (11/6, 11/4, 9/11, 11/4)
Brasil 3×1 Alemanha (12/10, 7/11, 11/6, 11/8)
Semifinal:
Brasil 3×1 Áustria (11/6, 14/15, 11/4, 11/7)
Final:
Brasil 3×2 Suíça (5/11, 5/11, 11/2, 14/12, 11/9)