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CONTAGEM REGRESSIVA

Sociedade Ginástica Novo Hamburgo revive história e lança Mundial de Punhobol 2027

Evento ocorreu na sede do clube na noite desta sexta-feira

Jorge Grimaldi
Publicado em: 20/03/2026 às 21h:48 Última atualização: 20/03/2026 às 21h:52
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A Sociedade Ginástica Novo Hamburgo (SGNH) deu o pontapé inicial — ou melhor, o saque inicial — para o Campeonato Mundial Masculino de Punhobol, que será realizado em outubro de 2027. O torneio retorna à entidade após cinco décadas e promete grandes números: serão seis dias de competição, reunindo as 16 melhores seleções do mundo, cerca de 160 atletas e uma expectativa de público de 30 mil espectadores. Durante o evento de lançamento, também foi apresentada a logomarca oficial da competição.

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Evento de lançamento do Campeonato Mundial de Punhobol na Ginástica | abc+



Evento de lançamento do Campeonato Mundial de Punhobol na Ginástica

Foto: Jorge Grimaldi/GES-Especial

A cerimônia ocorreu na noite desta sexta-feira, na sede da SGNH, e contou com a presença de autoridades municipais, vereadores, lideranças esportivas e representantes de diferentes setores. Entre eles, o presidente da comissão organizadora, Márcio Davi Jung, o técnico da seleção brasileira masculina, Daniel Becker, o presidente da Federação Internacional de Punhobol (IFA), Gastão Englert, o reitor da Feevale, além de representantes do comércio local.

Presidente da comissão organizadora, Márcio Jung destacou a capacidade da cidade e da entidade para sediar um evento deste porte. “Temos, sim, condições de realizar o maior torneio da nossa modalidade. É um evento grandioso, desafiador, e o senso de responsabilidade é enorme. Mas estamos preparados. Estamos na cidade certa, na cidade do punhobol”, afirmou.

Ele também ressaltou o desejo de transformar o Mundial em uma experiência inesquecível para os participantes. “Queremos que seja uma lembrança incrível. Que, no futuro, os atletas possam dizer com orgulho: ‘eu estive em Novo Hamburgo em 2027, eu joguei aquele Mundial’. Que levem essa memória com carinho e saudade.”

Além do impacto esportivo, Jung enfatizou os reflexos econômicos e sociais do evento para o Vale dos Sinos. “Vamos movimentar a região com a vinda de visitantes estrangeiros e de outras partes do Brasil. Isso impacta diretamente a economia, a hotelaria, o comércio, a gastronomia e o turismo. Também queremos dar visibilidade ao punhobol, ampliando o conhecimento sobre o esporte no país e fortalecendo sua presença nas escolas, com o apoio das instituições públicas.”

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De volta a um lugar histórico 

Já o presidente da IFA, Gastão Englert, destacou o simbolismo do retorno do Mundial à SGNH após 50 anos. “Depois de cinco décadas, os holofotes internacionais voltam a este lugar histórico. É uma forma de honrar quem ajudou a construir essa trajetória e trouxe o punhobol para a ginástica”, disse.

Englert também valorizou o fato de a competição ser realizada dentro de um clube tradicional da modalidade. “A Federação costuma promover campeonatos em diferentes espaços, mas desta vez estaremos em um verdadeiro berço do punhobol. Isso fortalece a cultura de família, amizade e desenvolvimento do esporte. Assumir esse desafio exige coragem e competência.”

Evento de lançamento do Campeonato Mundial de Punhobol na Ginástica | abc+



Evento de lançamento do Campeonato Mundial de Punhobol na Ginástica

Foto: Jorge Grimaldi/GES-Especial

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Para ele, o Mundial vai além da disputa esportiva. “É uma celebração do melhor da humanidade. Atletas de diferentes culturas competindo lado a lado, com respeito mútuo. O esporte é uma ferramenta poderosa para promover a paz. Os adversários se enfrentam em quadra, mas ao final convivem de forma civilizada. Há uma integração”

O presidente da SGNH, Jorge Leandro Dhein, reforçou o protagonismo histórico da entidade no cenário do punhobol brasileiro. “Falar de punhobol no Brasil é, inevitavelmente, falar da Ginástica. Este é um lugar de pertencimento e paixão, onde gerações cresceram dentro de campo. O esporte forma caráter e cria vínculos”, destacou.

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Ele também relembrou a importância histórica do clube ao sediar o Mundial de 1976. “Aquele foi o primeiro campeonato fora da Europa e marcou Novo Hamburgo no cenário internacional. Mostrou que existia aqui uma comunidade capaz de sonhar grande.”

“Esse Mundial chega em um momento simbólico. Para nós, ser anfitrião vai além de organizar — é acolher, fazer com que cada pessoa se sinta parte. Agora, cada detalhe importa para um único objetivo: fazer do Mundial de 2027 uma competição inesquecível”, finalizou Dhein.

Identidade visual

Sobre o lançamento da identidade visual, Dhein destacou o simbolismo do momento.
“Ao apresentarmos a logomarca, não estamos apenas revelando uma identidade visual, mas iniciando um novo capítulo, que conecta Novo Hamburgo ao mundo. Nossa cidade se tornará um ponto de encontro de culturas, talentos e emoções.”

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A logomarca do evento foi desenvolvida pelo Centro de Design da Feevale e simboliza união, trabalho coletivo e o futuro que começa a ser construído desde já.

Homenagem de pai para filho, que é o melhor atleta de punhobol do mundo

Após 50 anos da conquista da medalha, Jorge Heck viveu um momento especial ao entregá-la ao filho, Gabriel Heck, em um simbólico gesto de passagem de bastão e continuidade de legado dentro do esporte.
Ao ser questionado sobre se imaginava o momento, Jorge, emocionado, disse que não. “O nosso esporte tem a família como base. Olhar para tantos anos atrás e hoje ver a minha medalha no peito do meu filho… que é um dos grandes nomes desse esporte, não só como jogador, mas também como professor, é algo muito especial.

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Jorge Heck e Gabriel Heck | abc+



Jorge Heck e Gabriel Heck

Foto: Jorge Grimaldi/GES-Especial

“Até poucos anos atrás, nem tínhamos categorias de base como o sub-12. Hoje já existe sub-10, com crianças de 8 anos participando. Isso é fruto de um trabalho muito forte do departamento, e especialmente do carinho que meu filho tem com essas crianças. Eu sinto muito orgulho. Ver que todo o meu sacrifício deu frutos é o que realmente importa para mim.”

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Já Gabriel, também emocionado, disse ter sido surpreendido com a homenagem. “Eu fui pego de surpresa hoje, não esperava por esse momento. Meu pai sempre me deu todas as oportunidades dentro do esporte, mesmo quando eu era mais novo e preferia fazer outras coisas. Às vezes ele até me ‘obrigava’ a jogar (risos).

“Hoje sou muito grato por isso. Tudo que o punhobol me proporcionou na vida veio graças a ele e à minha mãe. Eles sempre fizeram de tudo para me dar as melhores condições: viagens, competições na Europa, tempo para treinar e estudar. Tudo isso foi essencial para que eu pudesse me desenvolver. Então viver esse momento ao lado dele, dentro de casa, é muito especial”, disse o melhor atleta de punhobol do mundo.

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