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CAMPEÕES

Títulos em casa marcam domínio gaúcho no Pan-Americano de Downhill

Atletas da Camptrail/ATAC, Larissa Luz conquistou o título da Elite Feminino, enquanto Augusto Wening foi campeão na categoria Júnior

Jorge Grimaldi
Publicado em: 17/03/2026 às 16h:13 Última atualização: 17/03/2026 às 16h:36
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A pista de Sapiranga consagrou talentos da região e colocou o Brasil no topo do Campeonato Pan-Americano de Downhill, realizado entre os dias 5 e 8 de março. Representando a equipe Camptrail/ATAC, a atleta Larissa Luz, de Estância Velha, conquistou o título da Elite Feminino, enquanto Augusto Wening, de Montenegro, foi campeão na categoria Júnior e ainda terminou com o melhor tempo no overall.

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Larissa Luz, Tiago Lumertz e Augusto Wening em visita ao Grupo Sinos | abc+



Larissa Luz, Tiago Lumertz e Augusto Wening em visita ao Grupo Sinos

Foto: Jorge Grimaldi/GES-Especial

Larissa brilhou logo em sua estreia na principal categoria. Com o tempo de 3min40seg502, superou inclusive a atual campeã mundial júnior, em uma prova marcada pela chuva e pelas condições técnicas da pista. “Foi meu primeiro ano na Elite e já na primeira prova consegui esse título. É a maior conquista da minha carreira até agora”, destacou.

Já Augusto, em seu último ano como júnior, confirmou o favoritismo com o melhor tempo geral da competição, 2min53seg198. Se estivesse apto à Elite — categoria permitida apenas a partir dos 19 anos — também teria sido campeão. “É muito gratificante ver que o trabalho está dando certo. Agora é seguir treinando para chegar forte na Elite no ano que vem”, afirmou.

Além do desempenho individual, os resultados reforçam a força da equipe Camptrail/ATAC, comandada por Tiago Lumertz, o Bolacha, que também teve papel importante na organização do evento. O Brasil ainda ficou com o título por nações, somando mais pontos ao longo da competição.

“Conseguimos manter os principais títulos aqui, no Brasil e no Rio Grande do Sul. Isso mostra a força do nosso trabalho e da nossa equipe”, avaliou Tiago, que acompanhou a dupla campeã em uma visita à sede do Grupo Sinos.

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Outro fator destacado pelos atletas foi a vantagem de competir em casa. Acostumados à pista de Sapiranga, eles contaram com o apoio do público e com o conhecimento do traçado, especialmente em condições adversas. “Correr em casa é diferente. A energia da torcida faz muita diferença”, diz Augusto.

Na categoria Elite, Leonardo Becher, de Sapiranga, garantiu a segunda colocação, ficando atrás apenas de Roger Vieira, catarinense radicado na Inglaterra e ex-integrante da equipe Camptrail.



Estrutura e reconhecimento internacional

A realização do Pan-Americano na região também foi celebrada pela organização. Segundo Tiago, a estrutura oferecida recebeu elogios de atletas internacionais.

“Tivemos um nível de pista e infraestrutura de alto padrão. Atletas que disputam o Mundial elogiaram muito. Isso coloca Sapiranga como referência nas Américas”, destacou.

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Desafios fora das pistas

Apesar dos resultados expressivos, os atletas ainda enfrentam dificuldades para manter a carreira. O custo elevado para competir em provas internacionais exige apoio financeiro constante.

“O downhill é um esporte caro. Muitas vezes é mais apoio do que patrocínio de fato. A gente precisa buscar alternativas, como rifas e parcerias”, explicou Tiago.

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Larissa e Augusto contam com auxílios pontuais e buscam novos patrocinadores para viabilizar a participação em competições fora do país, como etapas da Copa do Mundo e o Campeonato Mundial.

Olhar para o futuro

Entre os próximos desafios, os atletas miram o Campeonato Brasileiro, etapas internacionais e o Mundial, que será disputado na Itália. Para Larissa, o objetivo é claro: viver do esporte.

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“Quando estive na Copa do Mundo, tive certeza de que é isso que quero para a minha vida. Meu sonho é competir em alto nível e subir ao pódio lá fora”, afirmou.

Rotina de treinos sustenta alto rendimento

A preparação dos atletas exige disciplina e adaptação à realidade do esporte no Estado. Sem pistas disponíveis diariamente, os treinos são divididos entre preparação física e sessões específicas quando possível.

Augusto aposta em uma rotina que mistura academia, ciclismo de estrada e treinos funcionais durante a semana. Nos fins de semana, aproveita a ida até Sapiranga para treinar na pista. “A gente precisa se adaptar, porque não tem pista perto sempre. Então o foco é manter o condicionamento e aproveitar cada descida”, explicou.

Larissa Luz segue linha semelhante, mas com acompanhamento profissional. A atleta conta com o trabalho de um personal trainer, responsável por treinos específicos para o downhill, além de orientação nutricional. A combinação de força, resistência e técnica é essencial para encarar as exigências da modalidade.

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