Janeiro foi o mês em que Três Coroas esteve no mapa do esporte. Após receber mais de 1,8 mil atletas de futebol para disputar a Copa Cidade Verde, entre os dias 18 e 25 de janeiro, o município do Vale do Paranhana foi palco do Stag Global 2026 – Classic Table Tennis World Cup, a principal competição mundial do tênis de mesa clássico. Com cerca de 200 atletas de 20 países, o evento esportivo atraiu os olhos da comunidade com centenas de partidas em alto nível.

Foto: Ruan Nascimento/Especial
Durante oito dias, o Ginásio Municipal Armando Brusius foi o palco da histórica competição, organizada pela International Classic Table Tennis Federation (ICTTF), contando com o apoio da Associação Esportiva Dimenores, Federação Gaúcha de Pingue-Pongue e Prefeitura de Três Coras. Depois de 29 anos, a cidade voltou a receber um campeonato mundial. Em 1997, Três Coroas sediou o Mundial de Canoagem Slalom.
O evento esportivo foi trazido para Três Coroas após o sucesso dos atletas brasileiros no Mundial de 2025 em Macau, na China. O presidente da Dimenores, Patrício Silva, relatou que a entidade se empenhou para garantir que a competição fosse no Brasil. Para a diretora de Esportes de Três Coroas, Carla Galle, a realização do mundial no município amplia o entusiasmo da comunidade com competições esportivas, ressaltando a importância de fomentar o tênis de mesa clássico. Ela recordou que a competição só foi possível graças ao fortalecimento de projetos como a Associação Dimenores. “Já são 10 anos que existe essa iniciativa aqui. Nada melhor que coroar essa marca histórica com a vinda de um mundial para cá”, frisou.
Para ampliar o fomento ao esporte, o município agora também conta com o Projeto Esporte Campeão, reunindo 240 alunos das escolas municipais de Três Coroas no contraturno escolar para a prática do tênis de mesa clássico. “Essa competição deixa um legado enorme. Através dos projetos locais, conseguimos chegar a um nível mais próximo, independente da modalidade praticada. É isso o que fizemos nestes últimos anos”, comenta o professor Guilherme Wommer, responsável pela iniciativa e fundador da Associação Dimenores.
O Mundial realizado em Três Coroas foi o de tênis de mesa clássico, também chamado de pingue-pongue. A mesa-tenista Tainara Tanaka, de 23 anos, foi uma das atletas que se destacaram na Copa do Mundo, sendo campeã mundial na categoria feminina em sua primeira competição internacional. Natural de Dois Irmãos, ela mencionou a alegria ter conquistado o título, representando não somente o seu clube, Nippo Ivoti, mas também todo o País. “É sensacional poder representar o Brasil em um evento como esse. O maior sentimento que fica é o da gratidão”, comemora.
Já o atleta Joaquim da Silveira, de 15 anos, foi um dos representantes de Três Coroas na Copa do Mundo. Ele ficou como vice-campeão mundial na categoria sub-18 e ressaltou a energia da torcida para seguir competindo em alto nível em casa. “Foi meu primeiro mundial, e logo na minha cidade, sendo uma experiência incrível. Achei ótimo jogar com atletas do mundo todo. O apoio da comunidade em peso me ajudou muito até chegar à decisão”, comenta, almejando viajar pelo mundo através do esporte.
Atletas internacionais
Além do objetivo de buscar o título mundial, quem veio de outros países também teve a oportunidade de conhecer o Brasil através do esporte. Um deles é o atleta Marek Zaskdony, natural da República Tcheca, de 35 anos. Ele compete pelo tênis de mesa clássico desde a infância, e, pela primeira vez, desembarcou em terras brasileiras. “As pessoas aqui são tão gentis, tão amigáveis. Estão sempre sorrindo e tentando nos ajudar. É um pouco diferente do meu país por causa do clima. Está muito quente aqui agora, e na República Tcheca está muito frio e nevando. Mas eu gosto deste clima, é perfeito para a competição”, afirmou.
Quem também disputou a Copa do Mundo foram os irmãos gêmeos Xavier e Christopher Raynal, representantes da França. Além das belezas da cidade de Três Coroas, Xavier destacou a intensidade do nível da competição. “Há jogadores muito bons aqui, especialmente os jovens. E o Brasil tem uma equipe muito forte no tênis de mesa clássico. A organização foi muito boa e é empolgante ver a paixão das pessoas pelo esporte.” Christopher completa que a estrutura proposta para a Copa do Mundo foi impressionante. “Tudo funcionou perfeitamente, o ginásio, a recepção. Está perfeito. Participar deste evento aqui no Sul do Brasil é uma experiência incrível para nós. A receptividade das pessoas é inesquecível”, frisou.