Na Emeb Jorge Ewaldo Koch, no bairro Rondônia, o conteúdo dos livros retirados na biblioteca mão corre mais o risco de ser esquecido pelos alunos ao longo dos meses e até anos. Isso porque cada leitura finalizada gera uma nova atualização na planilha gerida pelos alunos na nuvem. É como uma ficha de leitura, mas na versão 2.0.

Foto: Francine Silva/Especial
O projeto Memórias Literárias nasceu do trabalho da professora Edilgar Bauer Warth, responsável pela biblioteca da escola. “Era um desejo antigo meu e que só foi possível realizar por conta do apoio dos colegas de sala de aula e de projeto”, ressalta, ao frisar a dedicação dos professores Pâmela Oliveira e Enzo Ferreira de Souza. Juntos, os três conseguiram criar um mecanismo em que os estudantes desenvolvessem não apenas a leitura, como também a escrita e as habilidades computacionais.
A cada semana, os alunos escolhem um título entre tantos da biblioteca. Ao longo da leitura, eles são orientados a fazer anotações, a mão, sobre o livro. Na semana seguinte, esse texto é corrigido e eles atualizam a planilha no sistema. Entre as informações estão o nome do livro, o autor, além de um resumo da história e alguns tópicos. “Como fica na nuvem, eles podem seguir atualizando. É uma memória para a vida”, defende Edilgar.

Foto: Divulgação