Mais do que a provável escalação da Seleção Brasileira ou as chances de cada time na conquista da taça da Copa do Mundo, a professora Mônica Mombach trouxe aos alunos da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Irmão Nilo, no bairro Boa Saúde, uma provocação que vai além das quatro linhas: o que este Mundial nos ensina antes mesmo da bola rolar?

Foto: Francine Silva/Especial
Trazendo para a sala de aula casos como a restrição à entrada do juiz da Somália nos Estados Unidos para apitar os jogos da Copa ou a limitação de permanência da seleção do Irã em solo norte-americano, a educadora fez com que a criançada despertasse seu olhar crítico para temas que transcendem o espetáculo da bola em campo. “Afinal, por qual motivo um profissional credenciado não tem o direito de exercer sua profissão, como no caso do juiz?”, questiona.
A explicação, infelizmente, passa por uma questão étnico-racial. “E é isso que queremos desenvolver com os alunos, dentro da perspectiva do Educação para as Relações Étnico-Raciais, o ERER”, detalha. E o projeto “Copa do Conhecimento”, como é chamado, não se restringe apenas a uma turma. Todos os 270 alunos da faixa etária 4 ao 5º ano estão inseridos na proposta, cada um com um caso “extracampo” dessa Copa.