Uma máquina registradora num cantinho da sala de aula da Faixa Etária 3 da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Negrinho do Pastoreio, no bairro Canudos, despertou a curiosidade dos pequenos pelo sistema monetário. Ao perceber que as crianças colocavam papel picado como se fossem dinheirinho no objeto e faziam o jogo simbólico da compra e venda, a professora Luzia Cecília Romero Silva entendeu que ali estava o projeto de pesquisa da turma.

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Com o apoio da equipe diretiva, a educadora começou a percorrer a trilha investigativa junto aos alunos. A ideia, no início, era criar uma pizzaria onde as crianças pudessem brincar de comprar e vender. Mas foi aí que ela se deparou com uma angústia: por que uma comida italiana se poderia usar elementos da cultura afro, dentro da proposta da escola de Educação para as Relações Étnico-Raciais, o ERER.
E foi assim que surgiu o “Restaurante Afro-Brasileiro”, onde os pequenos conheceram mais sobre pamonha, acarajé, cocada e, claro, a tradicional feijoada. Primeiro, o restaurante foi montado no hall da escola, local escolhido pelos pequenos para o jogo simbólico da venda e compra. “Mas eles gostaram tanto que levamos para dentro da sala, onde agora eles já aprendem sobre outras formas de pagamento”, conta.