O quadro de saúde do apresentador Fausto Silva, o Faustão, de 75 anos, é considerado grave, segundo o médico cardiologista Elisiário Júnior. Apesar de não integrar o corpo clínico que trata a celebridade, o profissional fala sobre os riscos enfrentados pelo apresentador.
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Foto: REPRODUÇÃO/TV GLOBO
Internado desde o dia 21 de maio no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a um quadro de infecção bacteriana aguda com sepse, na última quarta-feira (6) ele precisou passar por um retransplante de rim e um transplante de fígado.
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“Foram quatro transplantes em um período de dois anos, ao mesmo tempo em que ele está com um processo infeccioso. Isso [a necessidade de novos transplantes] é o que nós denominamos de falência múltipla de órgãos. Então imagine você ter um transplante de coração, dois transplantes de rim e agora um transplante de fígado. Quanto mais órgão transplantado, mais grave [o quadro de saúde]”, disse o médico em entrevista ao podcast ielcast.
Ainda, ele explica que o quadro de sepse dificulta o tratamento contra a rejeição dos novos órgãos, já que um paciente que está internado há muito tempo pode adquirir os chamados “germes resistentes”.
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“E cada vez mais nós utilizamos antibióticos do mais amplo espectro. Isso nem sempre é o suficiente. Se nós estamos utilizando antibiótico de amplo espectro, ele também tá utilizando medicações que deprimem o sistema imunológico para evitar rejeição a esses órgãos. Mas, infelizmente, nós temos que baixar algumas vezes a medicação imunodepressora e aí começam a aflorar as infecções”, explica.
Além das últimas cirurgias, em 2023 Faustão recebeu um transplante de coração e, em 2024, um transplante renal. Em janeiro deste ano ele também precisou ficar internado por conta de uma infecção. O boletim médico mais recente aponta que o apresentador passou por “controle infeccioso e reabilitação clínica e nutricional, para estabilização do quadro de saúde” durante o período de internação.
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“É uma possibilidade muito grande do Faustão vir a ter um êxito letal, a vir a óbito. Pela gravidade, pelo conjunto da obra. Isso corroborado, além do mais, pelo fato de ele estar em sepse, embora um pouco controlado com o uso de antibióticos […] É um paciente extremamente grave”, conclui Júnior.