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RETORNO

"Eu quase sinto pena dele": Jimmy Kimmel volta ao ar e critica Trump; humorista se emociona ao falar de Charlie Kirk

Humorista teve programa suspenso após comentar sobre ativista conservador Charlie Kirk, que foi assassinado

Publicado em: 24/09/2025 às 13h:39 Última atualização: 24/09/2025 às 13h:39
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“Estou feliz de estar aqui com vocês”, disse o humorista Jimmy Kimmel ao voltar a comandar o talk show sendo aplaudido em pé pela plateia. “Não sei quem teve as 48 horas mais estranhas: eu ou o CEO do tylenol.”

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Programa de Jimmy Kimmel retornou ao ar nesta terça-feira (23) | abc+



Programa de Jimmy Kimmel retornou ao ar nesta terça-feira (23)

Foto: Redes Sociais/Reprodução

O talk show Jimmy Kimmel Live! comandado pelo humorista voltou ao ar nos Estados Unidos, nesta terça-feira (23), após uma suspensão de uma semana provocada pelas críticas aos comentários do apresentador quanto ao ativista conservador Charlie Kirk.

Além das subsequentes ameaças do governo às emissoras, o que, segundo os críticos, representou um freio à liberdade de expressão.

Ao comentar sobre o CEO do tylenol, o humorista estava falando sobre as últimas declarações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Recentemente, ele declarou que o paracetamol aumentaria o risco de que as crianças nascessem dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA), caso as mães tomassem o remédio durante a gravidez.

Especialistas e a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmaram que não é possível estabelecer uma relação entre os dois. No Brasil, o Ministério da Saúde criticou a medida anunciada por Trump, afirmando que as informações do presidente dos EUA “são infundadas”.

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CONFIRA: Programa de Jimmy Kimmel retornará nesta terça-feira (23) após ABC retirar suspensão

“Nunca foi minha intenção zombar”

Durante o monólogo de abertura do programa, no qual se esperava que Kimmel falasse sobre o ocorrido, o apresentador mencionou o assassinato de Charlie Kirk e explicou que não estava fazendo piadas com a tragédia.

“Vocês entendem que nunca foi minha intenção zombar do assassinato de um jovem. Não acho que haja nada de engraçado nisso”, o apresentador disse. “Eu entendo que, para alguns, isso pareceu inoportuno ou pouco claro, ou talvez ambos, e para aqueles que acham que eu apontei o dedo, eu entendo por que estão chateados.”

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Liberdade de expressão

“Esse programa não é importante. O que é importante é que nós possamos viver em um país que nos permita ter um programa como esse”, afirmou. Ele também criticou Trump por ter feito da liberdade de expressão a própria campanha, mas tentar fazer com que ele seja “cancelado”. 

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Kimmel disse ainda que não concorda com a decisão da Disney de cancelar o programa, mas agradece à empresa por defender seu direito de zombar dos poderosos e por permitir que ele volte ao ar esta noite. “Infelizmente, e acho que injustamente, isso os coloca em risco”, acrescenta.

“O presidente dos Estados Unidos deixou bem claro que quer que eu e as centenas de pessoas que trabalham aqui sejamos demitidos. Nosso líder celebra os americanos que perdem seus meios de subsistência porque ele não aceita brincadeiras”, afirmou o apresentador durante o monólogo de abertura do programa.

O humorista também mostrou uma entrevista de Trump, onde o presidente dos EUA falava que Kimmel não tinha talento e não dava audiência. “Bem, hoje a noite eu tenho”, disse, enquanto era aplaudido de pé pelo público. 

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Arquivos de Epstein 

“Eu quase sinto pena dele. Ele tentou o máximo que conseguiu para me cancelar e, ao invés disso, forçou milhões de pessoas a assistirem ao programa”, afirmou. “Talvez ele tenha que liberar os arquivos de Epstein para nos distrair disso agora.”

Kimmel se referiu aos registros das investigações de Jeffrey Epstein, no caso de tráfico sexual.

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Walter Bates, um membro da plateia disse em uma entrevista após a gravação do programa à Associated Press que Kimmel também elogiou a esposa de Kirk por demonstrar valores cristãos ao perdoar o assassino do marido. “Foi um momento muito comovente”, afirmou. “Então ele voltou a atacar a administração (governo Trump)”, Bates acrescentou.

A audiência de Kimmel foi mais limitada do que o normal. O programa noturno não foi transmitido em todo o país. Duas companhias proprietárias de dezenas de emissoras afiliadas à rede ABC, que exibe Jimmy Kimmel Live!, anunciaram que vão continuar boicotando o espaço.

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A Disney, dona da ABC, retirou do ar o programa de Kimmel em 17 de setembro, horas depois que o governo de Donald Trump ameaçou cancelar as licenças de transmissão devido a comentários do comediante sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.

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