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ENTENDA

Existe a "melhora da morte"? Isabel Veloso teve recuperação inesperada 6 dias antes de falecer

Jovem de 19 anos que lutava contra câncer linfático teve recuperação das funções renais e hepáticas antes de falecer no último dia 10

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Publicado em: 19/01/2026 às 12h:00 Última atualização: 19/01/2026 às 12h:00
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Isabel Veloso, que lutava contra um câncer linfático, apresentou uma recuperação inesperada seis dias antes de falecer. O oncologista Bruno Bereza registrou, em 4 de janeiro de 2026, que a jovem teve uma “melhora absurda” em seu quadro clínico, com recuperação das funções renais e hepáticas. No entanto, Isabel voltou a piorar no dia 8 e faleceu em 10 de janeiro, aos 19 anos.

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Isabel Veloso | abc+



Isabel Veloso

Foto: Reprodução/Redes sociais

O caso trouxe à discussão o que popularmente se chama de “melhora da morte”. Conforme reportado pelo Uol, especialistas esclarecem que não existe base científica para esse fenômeno, sendo a aparente recuperação seguida de falecimento considerada uma coincidência dentro da natural oscilação do quadro de saúde durante internações.

A percepção de que pacientes melhoram antes de falecer está mais relacionada a um viés de observação humana. Profissionais da saúde explicam que a mente tende a buscar padrões para eventos marcantes, fazendo com que casos de melhora seguida de morte sejam mais lembrados que aqueles sem recuperação prévia.

Isabel recebeu o diagnóstico de câncer linfático aos 15 anos. Após passar por quimioterapia, transplante e outros tratamentos, ela e a equipe médica decidiram iniciar cuidados paliativos quando ela tinha 17 anos, focando na qualidade de vida.

Durante o período de tratamento paliativo, Isabel se casou e engravidou, decisões que geraram questionamentos. Em resposta às críticas, ela esclareceu: “O câncer que eu tenho não passa para o bebê.”

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Em outubro de 2025, Isabel recebeu um transplante de medula óssea do pai. Após uma breve alta hospitalar em novembro, precisou retornar à internação, onde permaneceu até seu falecimento em janeiro de 2026.

Em entrevistas anteriores, Isabel havia compartilhado seus sentimentos sobre a doença: “Escolhi, com orientação médica, parar o tratamento com a hematologista, mas não escolhi ser uma paciente terminal.” Ela também revelou que desenvolveu medo após a gravidez, quando descobriu que o câncer havia se espalhado: “Antes eu não tinha medo. Depois que engravidei, passei a ter. Agora tenho que aprender a lidar com isso.”

Isabel deixa o filho Arthur, de 1 ano, e um legado de luta contra o câncer que mobilizou atenção pública.

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