O cantor jamaicano Jimmy Cliff morreu aos 81 anos após sofrer uma convulsão decorrente de pneumonia, conforme comunicado divulgado por sua família nesta segunda-feira (24).
Considerado um dos pilares do reggae mundial, o artista mantinha forte ligação com o Brasil, onde viveu por temporadas e desenvolveu diversos projetos musicais.

Foto: lenshot/Instagram
A morte foi anunciada pela esposa Latifa, que detalhou as complicações de saúde enfrentadas pelo músico. “É com profunda tristeza que compartilho que meu marido, Jimmy Cliff, partiu após uma convulsão seguida de pneumonia”, escreveu no comunicado.
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No comunicado sobre a morte do artista, Latifa também expressou gratidão à equipe médica: “Quero agradecer ao Dr. Couceyro e a toda a equipe médica, que foram extremamente solidários e prestativos durante este processo difícil. Jimmy, meu querido, descanse em paz. Cuidarei de cumprir todos os seus desejos. Peço que respeitem nossa privacidade neste momento.”
A mensagem foi finalizada com a frase “See you and we see you, Legend” e assinada por Latifa, Lilty e Aken.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o funeral ou cerimônias de despedida do artista.
O falecimento ocorre poucos anos após o lançamento de Human touch, seu último single, que marcou um retorno ao estilo reggae dos anos 1960 e trazia reflexões sobre solidão durante a pandemia.
Mesmo em idade avançada, Cliff mantinha-se ativo artisticamente, compondo e preparando novos projetos. O artista faleceu em sua residência em Kingston, Jamaica, mas sua conexão com o Brasil era profunda, especialmente com o Rio de Janeiro e a Bahia.
Filha brasileira
Foi em Salvador, em 1992, que nasceu Nabiyah Be, filha do cantor com a psicóloga Sônia Gomes da Silva.
Em 1980, Cliff recebeu, momentos antes de subir ao palco ao lado de Gilberto Gil, a notícia da morte do pai. Mesmo assim, decidiu seguir com a apresentação: “Veio uma energia muito forte aquela noite. Consegui me ouvir cantando com uma força que nunca tinha sentido.”
Com informações de O Globo.