Bruna Marquezine, 30 anos, revelou que o namoro com o jogador Neymar e a exposição pública vivida aos 18 anos representaram um dos períodos mais vulneráveis de sua vida. A declaração foi feita nesta terça-feira (22), no hotel Rosewood, em São Paulo, durante o debate Power Talks, na festa Pop Party.
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Foto: Reprodução
O evento marcou a estreia da atriz como primeira brasileira a ocupar o cargo de embaixadora global da Kérastase, marca francesa de cuidados capilares do grupo L’Oréal. Na ocasião, Marquezine abriu o jogo sobre dificuldades enfrentadas tanto na vida pessoal quanto na carreira naquele momento.
A atriz descreveu o período como atravessado por pressões simultâneas. Ela protagonizava uma novela que, segundo ela própria, não estava indo bem, e vivia um relacionamento amoroso que havia se tornado público sem que isso fosse uma escolha sua. “Foi um momento muito vulnerável da minha vida, tinha completado 18 anos, estava fazendo uma novela que não estava indo muito bem. Me tornei protagonista desta novela já com ela no ar, até em uma tentativa de ganhar o público…”, relatou.
Sobre a exposição do namoro com Neymar, Marquezine foi direta ao afirmar que não havia tomado parte nessa decisão. “Eu estava sentindo o peso disso em paralelo à minha vida pessoal, que estava sendo muito exposta, não por escolha. Estava lidando com o peso de uma vida pessoal muito exposta, um relacionamento muito difícil e a responsabilidade do ‘contamos com você'”, lembrou.
Advertência nos bastidores
A atriz também revelou que chorava com frequência nos bastidores da novela e chegou a receber uma advertência formal por isso. Uma reclamação foi registrada no RH com a alegação de que as crises de choro atrapalhavam a maquiagem. Chamada a uma reunião, ela ouviu de um homem que deveria se comportar como determinada atriz. “Aqui você precisa passar o crachá e começar a interpretar”, foi a frase que, segundo ela, a afetou profundamente.
“Eu chorava com muita frequência nos bastidores e fizeram uma reclamação no RH de que eu chorava muito e atrapalhava a maquiagem. Hoje em dia faço piada, mas fui chamada para uma reunião e ouvi de um homem que eu precisava ser como tal atriz e a seguinte frase; ‘Aqui você precisa passar o crachá e começar a interpretar’. Aquilo me feriu profundamente, eu já estava tão vulnerável, tão exposta, precisando de qualquer suporte”, disse.
Síndrome da impostora e terapia
A partir daquele contexto, Marquezine disse ter desenvolvido a síndrome da impostora, fenômeno psicológico marcado pela dúvida crônica sobre as próprias capacidades e pela sensação de ser uma fraude, com tendência a atribuir conquistas à sorte ou a fatores externos.
A atriz apontou ainda uma assimetria de tratamento nos bastidores; um ator com quem trabalhou, e que teria apresentado comportamento problemático fora das câmeras, nunca foi alvo de advertência semelhante. “A síndrome da impostora começou ali. Hoje eu olho para aquela menina com muito afeto. Trabalhei com um ator que, nos bastidores, tinha um desempenho terrível, mas ele nunca foi chamado. Graças à terapia, consigo olhar para trás e me acolher. Hoje não aceitaria passar por isso”, concluiu.