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LUTO

Scott Adams, criador da tirinha Dilbert, morre aos 65 anos após batalha contra câncer

Quadrinista americano que satirizava ambiente corporativo havia revelado diagnóstico de câncer de próstata em estágio avançado em maio de 2025

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Publicado em: 13/01/2026 às 18h:53 Última atualização: 13/01/2026 às 18h:55
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Scott Adams, criador da tirinha em quadrinhos “Dilbert”, morreu nesta terça-feira (13). A informação foi divulgada por sua ex-esposa, Shelly Miles, durante a transmissão do programa “Coffee with Scott Adams”, que ele apresentava diariamente. O quadrinista tinha 65 anos e era conhecido por satirizar o ambiente corporativo americano.

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Scott Adams, criador do quadrinho 'Dilbert', morre aos 68 anos | abc+



Scott Adams, criador do quadrinho ‘Dilbert’, morre aos 68 anos

Foto: Reprodução

Adams havia parado de desenhar “Dilbert” em novembro de 2025 devido a cãibras e paralisia parcial nas mãos, mas continuava escrevendo as histórias da tirinha. Em maio de 2025, ele havia revelado um diagnóstico de câncer de próstata em estágio avançado.

A carreira do cartunista sofreu um abalo significativo em fevereiro de 2023, quando fez comentários contra americanos negros, chamando-os de “grupo de ódio” e sugerindo que pessoas brancas deveriam “se manter longe deles”. As declarações foram feitas em resposta a uma pesquisa sobre se “era OK ser branco”. Centenas de jornais deixaram de publicar sua tirinha, e a distribuidora encerrou a parceria com ele.

Após a controvérsia, Adams passou a autopublicar uma “versão mais picante” da tirinha, intitulada “Dilbert Reborn”, disponível por assinatura em seu site pessoal.

Durante o programa em que sua morte foi anunciada, Miles leu um comunicado escrito pelo próprio cartunista: “Tive uma vida incrível. Dei tudo de mim. Se você obteve algum benefício do meu trabalho, peço que retribua da melhor forma possível. Esse é o legado que quero deixar. Sejam úteis e, por favor, saibam que amei todos vocês até o fim.”

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Natural de Nova York, Adams trabalhou como caixa de banco entre 1979 e 1986, mesmo ano em que concluiu seu MBA pela Universidade da Califórnia, em Berkeley. Durante esse período, foi assaltado à mão armada duas vezes, conforme relatou em seu livro “Dilbert 2.0”.

A criação de “Dilbert” aconteceu em 1989, quando Adams trabalhava como engenheiro na companhia telefônica Pacific Bell. Em entrevista à publicação EE Times em 2005, ele comentou: “Sobre o futuro de ‘Dilbert’, pode-se dizer que o grupo do qual eu fazia parte era um ambiente riquíssimo em alvos”.

Ao vencer o prêmio Reuben de melhor tira de quadrinhos em 1997, concedido pela National Cartoonists Society, Adams declarou à Associated Press: “Não era exatamente o que eu queria fazer, mas funcionou”.

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O sucesso da tirinha foi atribuído por ele à “neutralidade” do personagem principal. “As pessoas não têm motivo para achar que não é exatamente como a experiência delas”, explicou. “Por exemplo, tanto engenheiros quanto programadores estão convencidos de que Dilbert é um deles.”

Adams incluía seu endereço de e-mail nas tirinhas para coletar histórias de leitores que enfrentavam situações semelhantes em seus escritórios. Em entrevista à revista New Yorker em 2008, afirmou que esse material “me mantém em movimento”.

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Em 1997, o cartunista abriu o restaurante Stacey’s Cafe na Califórnia, próximo à sua residência, expandindo posteriormente para uma segunda unidade. Ambos os estabelecimentos fecharam antes de 2017, segundo a Bloomberg.

Adams também lançou em 1999 o “Dilberito”, um burrito vegetariano congelado. O produto foi descontinuado em 2003 e descrito pelo site AV Club em 2020 como um “arruinador de estômagos”. Sobre esta experiência, comentou que “o mundo não estava interessado em ser saudável, então acabei saindo desse negócio”.

Em entrevista à Bloomberg em 2017, Adams refletiu sobre sua carreira: “Por um tempo, tudo o que eu tocava virava ouro”. Funcionários de seu restaurante o descreveram ao New York Times como “dramaticamente alheio às duras realidades da indústria de restaurantes”.

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