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CONDENADO

Thelminha, campeã do BBB 20, vence processo e ex-diretor da Band é condenado por falas racistas

Médica e apresentadora venceu processo pelos ataques sofridos durante participação do reality show

Publicado em: 16/06/2026 às 08h:07 Última atualização: 16/06/2026 às 08h:08
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A médica e apresentadora Thelma Assis, campeã do Big Brother Brasil 20, venceu um processo de racismo pelos ataques sofridos durante sua participação no reality pelo jornalista e empresário Rodrigo Branco.

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Thelminha, campeã do BBB 20, vence processo e ex-diretor da Band é condenado por falas racistas

Foto: Thelminha/Redes sociais/Reprodução

Com a decisão, o ex-diretor da Band foi condenado a indenizar Thelminha em R$ 40 mil por danos morais em razão de declarações discriminatórias feitas durante uma transmissão ao vivo no Instagram, em março de 2020.

Na ocasião, Branco afirmou que a torcida de Thelma existia apenas porque ela era uma “negra coitada”. Ele também atacou a jornalista Maju Coutinho ao sugerir que sua posição profissional estaria relacionada exclusivamente à cor de sua pele. “Ela é péssima, é horrível. Fala tudo errado. Eu assisti hoje e ela fala tudo errado. Ela só está lá por causa da cor”, disse.

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Em nota publicada nas redes sociais, Thelminha declarou que a condenação representa mais do que uma reparação individual. “Eu precisava que a Justiça reconhecesse o fato, e ela foi feita. Foram seis anos lutando praticamente sozinha, somente com o apoio da minha família e dos meus advogados, contra uma injúria racial covarde, já que eu estava confinada na época do ocorrido e não pude me defender.”

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“Não se trata de uma ofensa individual, mas de uma repercussão coletiva de pessoas que, assim como eu, pelo simples fato de serem quem são, pessoas negras, sofrem injúrias e deméritos que impactam a nossa saúde mental de uma forma tão perversa que chegam a causar dor física. Esse impacto não pode ser desfeito com um simples pedido de desculpas na frente das câmeras. Ele precisava de punição”, continuou.

A sentença foi proferida pela juíza Flávia Snaider Ribeiro, da 6ª Vara Cível do Foro Regional XII – Nossa Senhora do Ó, em São Paulo. A magistrada ressaltou que o racismo ultrapassa a esfera individual e atinge toda a coletividade, reproduzindo padrões históricos de exclusão e exigindo uma resposta com caráter pedagógico e de enfrentamento institucional.

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O que diz Rodrigo Branco

Ao Metrópoles, Rodrigo Branco reagiu à decisão da Justiça. “Errei naquele episódio e aprendi muito desde então. Aceito e respeito a decisão da Justiça”, confessou.

Ele disse ainda ter se aproximado de lideranças e pessoas que dedicam suas vidas ao combate ao racismo e à promoção da inclusão. “Parte dessa jornada compartilhei nas minhas redes sociais, mas a maior parte aconteceu longe dos holofotes, porque acredito que mudanças verdadeiras precisam ser vividas antes de serem exibidas”.

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Branco afirmou que esse processo trouxe “amadurecimento e uma nova perspectiva” sobre diversos assuntos. “Acredito que um erro não define integralmente uma pessoa nem toda a sua trajetória, mas pode se tornar um marco importante de transformação”, disse.

Segundo a equipe de Thelminha, Rodrigo não se manifestou nenhuma vez ao longo dos seis anos de processo.

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O que diz Thelminha

“A responsabilidade e o comprometimento em combater o racismo fazem parte das nossas atitudes diárias”, escreveu Thelminha nas redes sociais. “Eu precisava que a justiça reconhecesse o fato e ela foi feita.”

A campeã do BBB 20 ainda afirmou que foram seis anos “lutando praticamente sozinha, somente com o apoio da minha família e dos meus advogados”. Ela ainda escreveu que a injúria racial foi covarde, já que aconteceu na época do caso e não teve como se defender. 

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“O caso sempre foi público e pautado na mídia, sem resolução até então; mesmo assim, o racista continuou tendo o seu trabalho amplamente divulgado e impulsionado por pessoas da mídia”, continuou. “A responsabilidade e o comprometimento em combater o racismo fazem parte das nossas atitudes diárias.”

Thelminha ainda relatou que não se tratava apenas de uma ofensa individual, mas de uma repercussão coletiva. “Esse impacto não pode ser desfeito com um simples pedido de desculpas na frente das câmeras. Ele precisava de punição – uma punição educativa para que ações como essa não se repitam.”

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“Agradeço imensamente aos meus advogados, principalmente à Dra. Luana Pereira, uma mulher negra que, com a maior calma e empatia que só ela poderia ter, me acompanhou por todos esses anos. Minha família, em especial meu marido, um baita companheiro que se mostrou indignado com a causa desde o ocorrido.”

Ela ainda homenageou Maju Coutinho, “que nesses anos se tornou mais que uma referência para mim, se tornou uma amiga”. “Dessa forma, darei um desfecho condizente com o que realmente me fez chegar até aqui como pessoa e como profissional: a educação, o respeito e a esperança em uma sociedade verdadeiramente antirracista”, concluiu.

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