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GASTRONOMIA

Quais são as melhores granolas? Veja o resultado de teste às cegas

Um júri experiente analisou 11 marcas e destacou as granolas com melhor qualidade de ingredientes e sabor

Publicado em: 02/07/2026 às 14h:51 Última atualização: 02/07/2026 às 14h:52
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Coisa rara na gastronomia, é possível detectar a origem da granola com bastante precisão. Ela nasceu com propósito medicinal e acabou se tornando símbolo de um estilo de vida natural.

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Quais são as melhores granolas? Veja o resultado de teste às cegas

Foto: ABHISHEK HAJARE

O que é granola?

A granola é feita principalmente de aveia em flocos, combinada a oleaginosas (nozes, castanhas, pistache, amendoim e outras sementes), muitas vezes frutas secas, adoçantes como mel ou açúcar e alguma gordura, como óleo de coco.

Uma de suas principais características é ser assada, o que garante a textura crocante. Originalmente criada como cereal matinal, evoluiu para um produto prático e energético, presente em diferentes momentos do dia.

Qual a origem da granola?

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A invenção da granola é atribuída ao doutor James Caleb Jackson, espécie de nutrólogo que, em 1863, desenvolveu um alimento chamado “granula” em sua clínica em Nova York. Para ele, muitas doenças estavam ligadas à digestão e o consumo de cereais era visto como forma de tratamento.

Anos depois, John Harvey Kellogg (isso mesmo, o pai do Corn Flakes) criou uma versão semelhante. Após uma disputa pelo nome, rebatizou o produto como “granola”, termo que se popularizou.

Na década de 1960, a granola ressurgiu como alternativa aos cereais industrializados. Sua popularização, aliás, teve como propulsor o Woodstock. Na falta de barracas de comida, como se vê nos festivais de hoje, ela foi distribuída ao público, tornando-se símbolo da cultura hippie e de um estilo de vida mais natural.

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A partir dos anos 1970, consolidou-se comercialmente — virou barrinha de cereal, topping de sorvete e ganhou versões, industriais e artesanais, mundo afora.

Como consumir granola

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A granola é versátil: vai bem no café da manhã com leite, iogurte, bebidas vegetais ou frutas frescas; funciona como lanche, pura ou em barras; e ainda entra em receitas como topping de sobremesas, vitaminas e até saladas.

Vale lembrar que o valor nutricional varia bastante. Versões industrializadas podem conter altos níveis de açúcar, enquanto as caseiras permitem maior controle dos ingredientes — e das eventuais gordices.

Descubra o teste às cegas de granola

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O teste às cegas de granola foi realizado no Mag Market, no Itaim, reunindo um time de profissionais responsáveis por algumas das melhores granolas artesanais da cidade: Juliana Coladela (chef da doceria de Tássia Magalhães), Neka Mena Barreto (banqueteira), Rafael Santos (sub-chef do La Cura Gastronomia) e Ricardo Moisés (chef padeiro da Mediterrain Padaria Artesanal).

Foram analisadas 11 granolas tradicionais encontradas em supermercados de São Paulo, degustadas purinhas (sem leite nem iogurte) para não interferir na avaliação. Os critérios incluíram aparência, textura, aroma e sabor.

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Entre os principais pontos levantados, destacaram-se críticas ao excesso de açúcar, ao uso exagerado de gorduras (que pode gerar ranço) e à qualidade irregular dos ingredientes. Em consenso, os avaliadores valorizaram granolas com insumos integrais, boa presença de castanhas e oleaginosas e equilíbrio no uso de adoçantes e óleos. Curiosamente, mesmo sem saber, também apontaram como melhores as embalagens que protegem o produto da luz, ajudando a preservar suas características.

Conheça o regulamento do “Paladar Testou”

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Em todas as provas realizadas por Paladar, a reportagem faz um levantamento das marcas disponíveis no mercado. E, nos dias anteriores ao teste, as amostras são adquiridas* em grandes redes de supermercado e empórios da capital paulista. No caso de produtos artesanais, eles são comprados nas lojas online das próprias marcas de forma anônima. Ou seja, em ambos os casos, as marcas não sabem que seus produtos serão submetidos a uma degustação às cegas. O “Paladar Testou” é uma iniciativa 100% editorial. Além disso, o júri também não tem conhecimento de quais marcas fazem parte da seleção antes do resultado da apuração.

Abaixo, você confere as granolas melhor avaliadas pelo júri e, logo abaixo, o ranking com as marcas e os comentários do time de especialistas convidados para este “Paladar Testou”.

Os preços foram apurados na segunda quinzena de abril de 2026.

As 3 melhores granolas dos supermercados

Austrália

Apesar do nome, é bem brasileira — vem do Rio Grande do Sul. Classificada como uma granola “viva”, conquistou o júri pela crocância marcante, variedade de grãos e riqueza de texturas. O dulçor aparece na medida certa, sem atropelar os outros sabores (300g, R$ 59,98, Mambo).

Tia Sônia

Direto da Bahia, traz personalidade: coco, rapadura e tapioca dão um toque de brasilidade que não passa despercebido. O tom dourado bonito e o leve salgado equilibram a experiência, embora o conjunto tenha sido considerado um pouco mais doce do que o ideal (200g, R$ 18,09, Carrefour).

GranoSquare

Visual brilhante e aroma convidativo abrem bem o jogo. As nuts crocantes e a mistura com flocos de milho e grãos envoltos em calda entregam textura interessante. O uso de sementes como girassol, gergelim e linhaça foi elogiado, mas o excesso de dulçor e um toque de canela com perfil artificial tiraram pontos. Também gaúcha (200g, R$ 33,98, Mambo).

As demais marcas avaliadas pelo júri em ordem alfabética

Carrefour

Passou quase despercebida: faltaram sabor, crocância e frescor. O aroma artificial e o aspecto sem brilho não ajudaram (300g, R$ 8,49).

Jasmine

Pouca diversidade de ingredientes e textura levemente murcha. O resultado foi uma granola sem muita profundidade; correta, mas sem graça (250g, R$ 10,49, Atacadão)

Kobber

Doce, seca e previsível. A ausência de oleaginosas pesa, e os flocos de milho industrializados reforçam a sensação de um produto pouco interessante, “infantil no paladar” (250g, R$ 12,90).

Mãe Terra

Visual opaco e dulçor elevado dominam a experiência. Um leve residual que lembra leite em pó aparece no final, e a falta de contraste entre texturas e sabores deixa tudo “meio tedioso” (400g, R$ 24,99).

Natural Life

A impressão recorrente foi de excesso de xarope, algo próximo de mel artificial. O resultado é uma granola com perfil mais industrial do que natural (300g, R$ 9,99)

Naturale

A textura agrada e salva parte da experiência, mas o aroma artificial e o visual pouco apetitoso comprometem o conjunto (800g, R$ 19,99).

Villa Mar Castanha

Decepcionou: faltam oleaginosas e qualquer proposta nutricional mais interessante. Soa básica e pouco cuidadosa (200g, R$ 7,90).

Vitao

Muitos flocos processados, alguns já murchos, além de aroma levemente rançoso. As passas, muito secas, reforçam a sensação de uma granola sem frescor e sem vida (800g, R$ 50,99).

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