A relação entre os avanços tecnológicos e o meio ambiente é bastante complicada: ao mesmo tempo em que as tecnologias podem contribuir com os cuidados com o verde, elas também podem prejudicar.
Pouco tempo atrás, as NFT (sigla de non-fungible token) se tornaram protagonistas de uma polêmica envolvendo o dano que causam à natureza, levando em conta os recursos necessários para que essa tecnologia seja colocada em prática da maneira certa. Infelizmente, isso se conecta às criptomoedas.
A relação entre as duas coisas é a “blockchain”, tecnologia usada para garantir a segurança de moedas digitais. Naturalmente, isso nos leva à questão: é possível conciliar as transações digitais com criptos com a sustentabilidade? A resposta é um sonoro “sim”, mas para isso é preciso ter boas informações.
Abaixo nós vamos falar sobre 4 tópicos relevantes na relação entre criptomoedas e sustentabilidade,
buscando compreender de que maneira os assuntos se relacionam e o que pode ser feito para garantir os avanços tecnológicos sem prejuízos ao meio ambiente. Um “Bitcoin verde” é possível? Vamos ver!
1. A questão da blockchain e os recursos para a sua manutenção
Pegando a primeira grande questão de uma “Bitcoin verde”, a blockchain, é preciso considerar o que é possível em termos de um crescimento sustentável. A primeira ideia são os investimentos para que os danos causados ao meio ambiente sejam retribuídos positivamente em outras iniciativas sustentáveis.
Usar energias renováveis, por exemplo, em detrimento da queima de combustíveis fósseis. Também são aspetos essenciais à blockchain sustentável a transparência de dados, o investimentos nas áreas (e nas populações) onde se atua e muito mais. Em suma, a blockchain e as criptos podem ser verdes!
2. Baixo compliance e incentivos fiscais para o crescimento verde
Esse desafio tem alguma relação com o anterior, mas de maneira mais específica: como se mantém o compliance com legislações de países, considerando que a Bitcoin é descentralizada? É possível checar a cotação Bitcoin dólar em tempo real em plataformas online, mas essa é só uma parte da equação.
Enquanto El Salvador tem a Bitcoin como moeda oficial, na Arábia Saudita ela é ilegal, por exemplo. Isso significa que todos os investimentos na área deverão ser flexibilizados, a fim de que as leis de cada país sejam respeitadas. E isso sem mencionar os possíveis incentivos fiscais para essas aplicações.
3. Adoção de tecnologias verdes em empresas da área tech
A fim de superar os desafios de sustentabilidade relacionados às criptomoedas, é essencial que as fintechs, startups e demais empresas do segmento tech adotem as tecnologias verdes, com o objetivo de reduzir lixos eletrônicos (sobre os quais vamos falar mais adiante) e a emissão de gases poluentes.
Assim como em outras questões que envolvem cuidados com o meio ambiente, o desafio de tornar as transações digitais sustentáveis é um com o qual podemos contribuir. Se mantenha bem informado sobre as práticas das empresas das quais compra ou contrata e aplique o seu poder como consumidor.
4. A geração de resíduos eletrônicos e o seu impacto ambiental
Para finalizar, temos um ponto citado apenas brevemente no tópico anterior, mas um que merece a atenção de quem se interessa por criptomoedas e pelos cuidados com o meio ambiente: a geração de resíduos eletrônicos e o impacto que eles causam à natureza. Felizmente, há aspectos positivos aqui!
A natureza digital das criptos significa que muito do que antes pedia materiais físicos (e seus descartes) é substituído pelo que está na tela. Isso, aliado à produção de dispositivos com a vida útil mais longa, podem contribuir para a diminuição de lixo e também para a menor exploração de recursos naturais.
5. Redes de consenso com menor consumo energético
Outro avanço importante que merece destaque é o desenvolvimento de redes de consenso mais eficientes. Enquanto o tradicional proof of work consome grandes quantidades de energia, alternativas como o proof of stake e outros algoritmos menos intensivos estão sendo implementadas.
Esses modelos não apenas demandam menos energia, mas também incentivam um uso mais racional dos recursos tecnológicos disponíveis. Esse tipo de abordagem é crucial para viabilizar um futuro em que as transações digitais estejam alinhadas com práticas sustentáveis e ambientais.
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