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Informe Especial

Sequência de gaúchos na seleção será finalizada com recorde

Ao analisar a lista de treinadores da seleção brasileira na história, é muito provável que o nome que você escolha ver mais detalhes na Wikipedia tenha como estado de nascimento o Rio Grande do Sul ou Minas Gerais. A partir de 2023 isso deve mudar, já que a CBF busca um treinador estrangeiro e tem os brasileiros apenas como plano B.

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Foto: Lucas Fugueiredo/CBF

Apesar do Brasil ser favorito para os gigantes das apostas esportivas e cassino online, como a Sportsbet.io, o período pós pentacampeonato não é visto de forma positiva, com muitos erros, e gerações desperdiçadas. Mesmo com títulos de Copa América, Olimpíadas e Copa das Confederações, o gostinho de quero mais não sai da boca.

Mas até o novo treinador ser decidido, a sequência de treinadores gaúchos segue de forma impressionante. Desde 16 de agosto de 2006 apenas os naturais do estado comandam a Amarelinha. Dunga (Ijuí), Mano Menezes (Passo do Sobrado), Luiz Felipe Scolari (Passo Fundo), Dunga novamente e Tite (Caxias do Sul) foram os comandantes nestes 16 anos.

Tirando o período com Carlos Alberto Parreira, que assumiu depois da Copa de 2002 e foi até a eliminação para a França em 2006, ainda dá para estender a linha com a primeira passagem de Felipão, com o último título da seleção na Coreia do Sul e Japão.

A sequência é a mais longa da história da seleção e é impressionante devido aos vários nomes envolvidos. Só há um período similar nos anos 80, com treinadores mineiros: Telê Santana assumiu em 1985, saiu após a Copa de 1986, Carlos Alberto Silva ficou pouco mais de um ano no cargo e Sebastião Lazaroni foi o treinador na Copa de 1990. O período é bem menor, até que seja incluída a primeira passagem de Telê, que foi contratado em 1980 e saiu em 1982.

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Olhando ainda mais para trás é notável a quantidade de treinadores do Rio Grande do Sul que assumiram um dos cargos mais desejados do futebol: Claudio Coutinho (treinador na Copa de 1978), Osvaldo Brandão, com três passagens pelo comando e o lendário João Saldanha são outros nomes que estão na relação histórica.

Entre os treinadores mais importantes que não são gaúchos ou mineiros estão os cariocas Parreira e Aymoré Moreira (campeão em 1962), o paulista Vicente Feola (campeão em 1958) e o Velho Lobo, Mario Jorge Lobo Zagallo, alagoano de Atalaia, campeão em 1970 e treinador nas copas de 1974 e 1998. O mineiro Flávio Costa, até Tite, era quem teve maior passagem seguida no posto, com 2002 dias.

As notícias dão conta que um treinador estrangeiro deve assumir o posto, algo que aconteceu em 1925 com o uruguaio Ramon Platero, no Sul-Americano do mesmo ano. O português Joreca e o argentino Filpo Nuñez também tiveram essa honra, mas em ocasiões especiais e pontuais.

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Dessa vez o plano seria por mais anos e de forma fixa, algo que sem dúvidas seria um marco. O espanhol Luis Enrique foi um dos nomes que surgiu com mais força e é viável, já que saiu da seleção espanhola. Carlo Ancelotti, com contrato com o Real Madrid, parece ser apenas um sonho.

Mas caso a ideia dê errado, nomes brasileiros já foram citados, como Fernando Diniz (mineiro), Dorival Júnior (paulista), Cuca (paranaense) e, por fim, Mano Menezes, que poderia manter a sequência viva. 

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