O Inter apresentou oficialmente, na tarde desta segunda-feira (5), no Beira-Rio, Fabinho Soldado como novo diretor executivo de futebol. O dirigente assinou contrato com o clube até 31 de dezembro de 2026 e chega respaldado por um currículo extenso, marcado por conquistas importantes dentro e fora de campo. Em sua primeira entrevista coletiva, palavras como paciência, convicção e criatividade foram recorrentes ao definir o momento vivido pelo clube e o trabalho que será desenvolvido.

Foto: Ricardo Duarte/Inter
Cautela no mercado e confiança no elenco
Logo de início, Fabinho reconheceu a expectativa do torcedor por reforços, mas adotou um discurso cauteloso em relação ao mercado. Segundo ele, o diagnóstico do elenco está em andamento, assim como as conversas internas para identificar carências e possibilidades.
“Sabemos que é necessário reforço. O torcedor espera isso. Estamos conversando, entendendo as nossas carências, as necessidades, mas sabemos como é o mercado para realizar algumas ações. Não dá para prometer nomes”, afirmou. O dirigente também destacou a importância de valorizar o grupo atual. “Não temos como mudar 100% do elenco. Os jogadores vão precisar se recuperar e entender que o ano não foi aquilo que era para ser entregue. Com alguns ajustes, esse elenco pode se recuperar”, completou.
Dentro dessa visão, Fabinho reforçou que o trabalho não será apenas externo, com contratações, mas também interno, fortalecendo o ambiente do clube. Para ele, o CT precisa voltar a ser um espaço de confiança e rendimento máximo. “Vamos precisar fazer um trabalho interno muito forte, para que o nosso centro de treinamento seja uma fortaleza. Esses atletas já viveram bons momentos e agora precisam resgatar essa memória vencedora”, explicou. O objetivo, segundo o executivo, é montar um grupo competitivo e comprometido com a grandeza da camisa colorada.
Identificação com o Inter e desafios financeiros
Durante a apresentação, Fabinho também falou sobre sua identificação com o Inter e a motivação pessoal para assumir o cargo. Ele destacou que as conversas só avançaram após a definição da saída do antigo executivo e ressaltou o peso emocional da decisão.
“O que motiva um profissional como eu a vir para o Inter é o Inter. É um clube de camisa gigante. É um orgulho e um privilégio enorme ter sido atleta do Inter e agora poder sentar nessa cadeira”, declarou. Para o dirigente, a responsabilidade é grande, mas acompanhada de confiança. “Me sinto preparado para fazer o melhor. Estar no Inter é a realização de um sonho”, acrescentou.
Ao abordar as dificuldades para contratar, Fabinho foi direto ao reconhecer os desafios financeiros enfrentados pelo clube. Segundo ele, o cenário não é exclusivo do Inter, mas reflete uma realidade mais ampla do futebol brasileiro. “A dificuldade do Inter existe e é muito clara. Não tem como fugir disso. Mas é uma dificuldade do futebol brasileiro. Três ou quatro equipes têm uma saúde financeira saudável, o restante atravessa um momento difícil”, explicou.
Por fim, o novo executivo destacou que o caminho para novas contratações passa por criatividade, planejamento e poder de convencimento, já que em 2025 diversos clubes cobraram o Inter publicamente. “Precisamos encarar isso de frente e sermos criativos. Mostrar que em 2026 o Inter vem de uma maneira mais realista. Existe uma oportunidade enorme de fazer parte deste elenco, de aproveitarem esse momento porque o Internacional vai começar a gerar alguns frutos. Não é tão difícil, não, mas é um trabalho árduo, de poder de convencimento para formar um elenco competitivo”, concluiu.