Após a derrota do Internacional por 1 a 0 para o Athletico-PR, na noite de quarta-feira (28), no Beira-Rio, pela rodada de abertura do Campeonato Brasileiro, o técnico Paulo Pezzolano adotou um discurso de cautela, explicou as mudanças na equipe titular e reforçou a necessidade de gestão física do elenco neste início de temporada.

Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional
Em entrevista coletiva, o treinador evitou tratar o resultado como motivo de preocupação imediata e destacou que a sequência recente de jogos, especialmente o Gre-Nal do fim de semana, pesou diretamente nas decisões tomadas para a estreia nacional.
Pezzolano afirmou que as alterações em relação ao time que venceu o clássico foram motivadas principalmente pelas condições físicas dos jogadores. Segundo ele, o curto intervalo entre as partidas inviabilizou a repetição da escalação. “Vai jogar sempre quem eu achar que está fisicamente e mentalmente 100%. Somos um time curto e estamos preparados para jogar”, afirmou o treinador.
O técnico reforçou que não trabalha com a noção fixa de titulares e reservas e que, ao longo de uma temporada extensa, o elenco precisará ser utilizado de forma alternada.
Carbonero no banco
Um dos exemplos citados foi Carbonero, que iniciou a partida no banco de reservas. Pezzolano explicou que o atacante apresentou alto desgaste após o Gre-Nal e, por isso, não reunia as melhores condições para começar o jogo. “Carbonero terminou o clássico muito cansado. Em uma sequência assim, não dá para colocar todos sempre”, justificou.
De acordo com o treinador, o critério para a escalação passa tanto pelo aspecto físico quanto pelo mental, especialmente neste início de ano, marcado por jogos em alta intensidade.
Questionado sobre o desempenho da equipe, Pezzolano reconheceu que o Inter teve maior volume ofensivo, principalmente no segundo tempo, e chegou a criar situações suficientes para mudar o resultado. O treinador, no entanto, evitou entrar em polêmicas sobre arbitragem, apesar dos dois gols anulados “após revisão do VAR”. “No futebol pode acontecer isso. Criamos, tivemos chances, mas às vezes a bola entra e não vale”, resumiu.

Foto: Ricardo Duarte/Inter
Vale ressaltar que o primeiro gol anulado, de Rafael Borré, foi anulado em campo, pelo assistente que marcou impedimento, não pelo VAR.
Confiança no trabalho
Mesmo com a derrota na estreia, Pezzolano manteve um tom sereno ao avaliar o momento da equipe e pediu paciência à torcida. Para ele, o desempenho apresentado não compromete o planejamento para a temporada. “Temos bons jogadores. É um time que trabalha para caramba. Fiquem tranquilos. O ano é muito longo”, disse.
O treinador destacou que a equipe ainda está em processo de ajuste e que os resultados tendem a evoluir com o andamento das competições.
Pezzolano também voltou a mencionar a utilização de atletas da base ao longo da temporada. A entrada do jovem Raykkonen, de 17 anos, na reta final da partida foi citada como parte de um processo gradual de integração.
O Internacional agora enfrenta o Caxias, fora de casa, pela última rodada do Gauchão neste sábado (31), antes do próximo desafio pelo Brasileirão, contra o Flamengo no próximo final de semana.