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TRAGÉDIA

55 mortos e 279 desaparecidos: O que se sabe sobre incêndio mortal em Hong Kong

Chamas atingiram complexo com oito torres de 31 andares e mobilizaram mais de 800 bombeiros. Três pessoas foram detidas por suspeita de homicídio culposo

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Publicado em: 27/11/2025 às 07h:16 Última atualização: 27/11/2025 às 07h:17
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Um incêndio de grandes proporções destruiu parte do condomínio Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, em Hong Kong, nesta quarta-feira (26). O desastre causou a morte de 55 pessoas, incluindo um bombeiro de 37 anos, e deixou 279 moradores desaparecidos. Dezenas de vítimas estão hospitalizadas, sendo 45 em estado crítico.

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Incêndio de grandes proporções causou mortes em Hong Kong | abc+



Incêndio de grandes proporções causou mortes em Hong Kong

Foto: Fotos Públicas

As chamas começaram às 14h51 no horário local e foram classificadas como nível cinco, o mais alto na escala de incêndios do território. Segundo reportagem da BBC, mais de 800 bombeiros foram mobilizados para combater o fogo, que continuou ativo até a manhã desta quinta-feira (27).

Autoridades iniciaram investigações para determinar as causas do incidente. Investigadores consideram “incomum” a velocidade com que as chamas se espalharam pelo complexo residencial.

Mesmo com o fogo já controlado em quatro das oito torres, ainda há fumaça saindo de alguns edifícios. O bombeiro que morreu durante o combate às chamas foi descrito pelo governo local como “dedicado e corajoso”.

Centenas de moradores foram evacuados para abrigos temporários e unidades habitacionais de emergência. Este foi o incêndio mais grave em Hong Kong desde 2008, quando o Cornwall Court, no distrito comercial de Mong Kok, sofreu um incêndio de mesma classificação.

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O Wang Fuk Court é composto por oito torres de 31 andares cada, construídas em 1983. Segundo o censo governamental de 2021, o complexo possui 1.984 apartamentos que abrigam cerca de 4.600 residentes.

As investigações preliminares apontam que andaimes de bambu utilizados em uma reforma podem ter contribuído para a rápida propagação do fogo. A polícia identificou placas de poliestireno bloqueando janelas, o que possivelmente acelerou o alastramento das chamas.

Três pessoas foram detidas sob suspeita de homicídio culposo: dois diretores de uma construtora e um consultor de engenharia. A extensão total dos danos materiais ainda não foi determinada.

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A mídia local reportou explosões dentro dos prédios. As mangueiras de incêndio não conseguiam alcançar facilmente os andares superiores, dificultando o trabalho dos bombeiros.

Harry Cheung, morador de 66 anos que vive no bloco dois do complexo há mais de quatro décadas, relatou à Reuters: “um barulho muito alto” por volta das 14h45 e viu o fogo em um bloco próximo. “Imediatamente voltei para arrumar minhas coisas”, contou. “Eu nem sei como me sinto agora. Só estou pensando em onde vou dormir esta noite, porque provavelmente não vou conseguir voltar para casa.”

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Jason Kong, residente do bloco um, tentou entrar no prédio para resgatar seu cachorro quando o incêndio começou a se espalhar, mas foi impedido pela polícia. “Recebi uma mensagem por volta das 15h de que o telhado estava em chamas. Depois, começou a se espalhar muito rápido. Espalhou-se num piscar de olhos. Eu moro no bloco um. Achei que o fogo do bloco três não se propagaria tão depressa”, disse à Reuters.

O vereador do distrito de Tai Po, Mui Siu-fung, testemunhou o início do incêndio e afirmou: “Dava para ver as chamas por dentro, pelas janelas”. Tomas Liu, estudante que passava pelo local, expressou: “Quando você se aproxima, o calor aumenta e você consegue senti-lo, e a fumaça é muito densa. É um desastre”.

Kong, visivelmente abalado, desabafou: “Estou devastado. Tenho tantos vizinhos e amigos. Não sei mais o que está acontecendo… Como vamos lidar com isso?”

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A equipe da BBC na China informou que o cheiro de fumaça podia ser sentido a 500 metros de distância do condomínio.

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